4 - Tempo / Grupo: Gisele, Monica e Nádia.
EDUCAÇÃO INFANTIL - EXISTE TEMPO CERTO PARA TUDO
EDUCAÇÃO INFANTIL - EXISTE TEMPO CERTO PARA TUDO
Trabalhar com educação
infantil não é nada fácil. Além de ser trabalhoso ter que participar dos
cuidados com os pequenos alunos, o professor tem que conviver com a cobrança e
ansiedade dos pais quanto à formação de seus filhos.
Segundo o Referencial Curricular
de Educação Infantil, existem seis eixos temáticos para se trabalhar com
crianças até cinco anos de idade, são eles: movimento, música, artes visuais,
linguagem oral e escrita, matemática, e natureza e sociedade. Mas esses
conceitos devem aparecer no dia-a-dia infantil, dentro de suas relações
sociais, através de jogos, brincadeiras, canções, histórias incentivando o
imaginário e o potencial criativo das crianças, mas também onde o professor
promova momentos de diálogo, discussões e reflexões.
Temos convivido com pais
muito ansiosos, querendo que as crianças, já em seus dois anos de idade,
estejam sentadas em carteiras fazendo tarefas, com conteúdos pontilhados, de
ligar um ao outro, ou então ver as crianças aprendendo letras, cores e números.
Esses conceitos fazem parte do mundo infantil dentro da escola, aliás, fora
dela também. Lembramos que num mundo colorido não há a necessidade de se
ensinar cores, pois aos poucos as crianças vão apreendendo esses conceitos de
forma espontânea.
Porém, um grande problema tem
sido a cobrança dos pais, querendo adiantar as fases das crianças, tentando
mostrar ao mundo que seus filhos são mais inteligentes que os outros. E nessa
ansiedade, esquecem que cada idade tem suas necessidades básicas e que não
adianta querer adiantar as mesmas, porque alguns conceitos dependem da
maturidade intelectual bem como física e motora para serem apreendidos.
Sala de aula de Educação Infantil – Crianças levam para o imaginário o mundo real
Sala de aula de Educação Infantil – Crianças levam para o imaginário o mundo real
Vemos que o brincar não é
valorizado, fazendo com que os pais duvidem da qualidade da escola, chegando a
comparar os trabalhos realizados em outras instituições e comparando seus
filhos com irmãos mais velhos, sobrinhos ou filhos de amigos. Essa atitude não
é correta, justamente porque cada um tem o seu tempo de maturidade e essa não é
rigidamente demarcada pela idade cronológica, podendo variar de indivíduo para
indivíduo. Segundo Piaget, as fases do desenvolvimento infantil são sensório
motora, até dois anos; pré-operatória, de dois a sete anos; operatória
concreta, de sete a treze anos e operatório formal, a partir dos treze anos até
a idade adulta, que se desenvolvem nesta ordem, mas devem ser respeitadas ao
longo da vida.
O importante é que as escolas
de educação infantil tenham uma proposta pedagógica pautada no Referencial
Curricular de Educação Infantil e nos teóricos que desenvolveram trabalhos
específicos para isso, que elabore projetos de aprender para serem trabalhos
com as crianças, que faça reuniões explicativas desses conteúdos para os pais a
fim de dar maior segurança aos mesmos, buscando amenizar suas ansiedades e
diminuir as dúvidas quanto à aprendizagem na educação infantil.
É bom lembrar que os
profissionais possuem formação específica para trabalhar com crianças, estudam
para isso e se preparam por vários anos nas carteiras e estágios da faculdade,
que são profissionais da área em que atuam e devem ser valorizarmos por isso,
não permitindo que outros profissionais interfiram em seu trabalho, afinal,
quando vamos ao consultório médico não ensinamos quais procedimentos o médico
deve tomar, não é? Então pense nisso. Trocar idéias é muito bom, mas deixar que
pais decidam e tirem a autonomia enquanto educadores não dá, afinal, cada um
tem o seu papel, suas responsabilidades e seu compromisso profissional.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola
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