quarta-feira, 23 de setembro de 2015

ATIVIDADE

Melecas na parede, no papel e no corpo todo.

Amassar, rasgar, sentir, cheirar, experimentar e tocar são palavras de ordem para os pequenos.



http://googleweblight.com/?lite_url=http://revistaescola.abril.com.br/creche-pre-escola/melecas-parede-papel-corpo-todo-741937.shtml&ei=lhE3zwTl&lc=pt-BR&s=1&m=472&ts=1441221165&sig=APONPFlGu5ZppIzUWOnw70Zzx4iTtCnXig

Veja as fotos desta reportagem: elas mostram momentos em que as crianças de 1 a 2 anos do CEI Rio Pequeno II, na capital paulista, se deliciam com misturas e melecas - combinações de materiais com texturas diferentes feitas para manipular e usar em suportes variados. As imagens ilustraram o relatório feito pela professora Fabiana França Barbosa narrando suas propostas e intervenções e as reações que causaram, compondo um belo registro para avaliar seu trabalho e a atividade da turma ao longo dos meses. 

O objetivo de Fabiana era que os pequenos entrassem em contato com diversas formas de exploração dos materiais e ampliassem seu modo de mexer com eles por meio da vivência, da observação dos colegas e das suas orientações. Com esse leque de experiências, a turma aprendeu várias coisas. Por exemplo: quanto mais farinha se junta à água, mais densa a mistura fica. Já se ela está muito líquida, escorre pela parede e não pode ser contida com as mãos. Quando você fala sobre questões desse tipo e chama a atenção para cada diferente aspecto observado - como texturas, cores e efeitos - ajuda as crianças a fazer observações, explorações e a construir noções importantes nessa fase. Para isso, não basta deixar que elas brinquem e pronto: a proposta exige muito planejamento e intencionalidade. 

No início, Fabiana pesquisou em sites e livros e consultou colegas até formar um cardápio de receitas com combinações frias ou mornas feitas de amido de milho, farinha de trigo, anilina, guache, sagu e cola, entre outros - mas sem elementos tóxicos, já que poderiam ser levados à boca.

Propostas desse tipo pedem a preparação do ambiente para que a (aparente) bagunça ocorra. A escola deve reservar um espaço apropriado - em que os pequenos possam espalhar as melecas sem danificar a pintura das paredes, por exemplo, e sem se machucar. Por isso, evite locais com escadas ou quinas. É importante ainda pedir que os pais enviem uma troca de roupa a mais ou uma camiseta maior para que eles fiquem à vontade. 

A organização do banho também precisa ser prevista no planejamento, já que fica impossível qualquer outra atividade antes de todos estarem limpos. Mas lembre-se de que a sujeira faz parte das experiências: "Os pequenos conhecem o mundo por meio da ação, e o corpo inteiro trabalha a favor dessa pesquisa. A criança testa e descobre possibilidades com as melecas", explica Kátia Keiko Matunaga, coordenadora pedagógica das turmas de até 3 anos da Escola Viva, em São Paulo. 

Fabiana deu espaço para os pequenos explorarem as misturas à vontade. "Nem sempre é fácil vê-los se sujarem, mas é preciso saber que esses são momentos de aprendizagem", diz. Para que o processo seja realmente proveitoso, é essencial pensar em uma regularidade para a atividade - foram de 30 a 50 minutos por semana o ano todo, sempre começando com a apresentação de cada ingrediente separadamente. Só depois eles eram misturados para que todos observassem as diferenças. Nesses momentos, ela lançava questões e explicava o processo: "Vamos acrescentar mais farinha?", "O que vocês acham que vai acontecer?" e "Agora vou mexer para misturar".

*Vejam  o vídeo da atividade na prática: http://revistaescola.abril.com.br/creche-pre-escola/video-melecas-educacao-infantil-creche-735442.shtml.

Grupo:
Laudicéia Gonçalves
Liliana Soares
Rody Ramos
Santa Délia Lemos



Um comentário:

  1. A atividade com texturas na educação infantil ajuda promover a criatividade, coordenação motora, autoconhecimento e socialização.
    O trabalho com meleca vai muito além dos ganhos na aprendizagem. Desperta o lúdico da criança e envolve toda turma, trazendo a curiosidade para explorar o material e proporcionando um momento prazeroso para realização da tarefa. Contribuindo na autonomia da criança.
    Maria Montesori defendia a liberdade da criança como ponto de partida. Preservada pela liberdade e respeito para garantir o desenvolvimento mental da mesma. Acreditando que a criança tem que ter liberdade nas brincadeiras e pensamentos. Livre para criar possibilidade intelectual e emocional.

    Laudicéia Gonçalves
    Liliana Soares
    Rody Ramos
    Santa Délia Lemos

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