grupo: Dalila, Fátima,WarlaSem traumas: 10 dicas para facilitar a adaptação na creche
Transição
deve respeitar o tempo dos pais e da criança
Os pais voltaram a
trabalhar, a babá foi embora, a avó se mudou. Por algum motivo, chegou a hora
de levar o filho para a creche. Mas, se a criança sempre ficou em casa com a
família, a adaptação pode ser complicada, e não apenas para os pequenos - os
adultos também precisam estar preparados para o momento.

quando a mãe volta ao trabalho é hora de deixar seu
bebê na creche sem preocupações
Foto: Getty Images
Para a especialista em
psicopedagogia e mestre em educação Márcia Pinheiro, o primeiro passo é que a
família compreenda que a creche é importante para que as crianças desenvolvam a
sociabilidade. Nesse sentido, Eliana de Barros Santos, psicóloga e diretora
pedagógica do Colégio Global, em São Paulo, ressalta que a criança que já
frequenta o berçário tem adaptação mais fácil ao maternal e, depois, à escola.
A aclimatação começa antes mesmo da matrícula,
quando a família decide que é chegado o momento de a criança ir para a creche.
É importante que não apenas os pais estejam de acordo, mas que avós ou outras
pessoas que frequentem o ambiente familiar entendam e respeitem a decisão.
Com o auxílio das duas profissionais, o Terra algumas
dicas para facilitar este momento de transição para pais e filhos.
1. Escolha da creche
É preciso encontrar um lugar adequado à realidade e à cultura da família, pensando em que tipo de cuidado e educação se procura. Nem sempre a instituição ideal para o filho de um amigo ou vizinho é a melhor para o seu. Um ponto importante é a recepção que os pais receberão.
É preciso encontrar um lugar adequado à realidade e à cultura da família, pensando em que tipo de cuidado e educação se procura. Nem sempre a instituição ideal para o filho de um amigo ou vizinho é a melhor para o seu. Um ponto importante é a recepção que os pais receberão.
Márcia lembra que é importante manter o diálogo com
os professores e pedagogos. Conhecer as estruturas físicas e a formação dos
profissionais, além das condições de saúde e higiene, também ajudam a
dar confiança para transmitir esse sentimento ao filho.
2. Demonstração de confiança
A criança percebe quando o adulto não está seguro e fica insegura também. A entrada na creche altera a realidade dos pequenos. É importante que os adultos demonstrem que não existem problemas na mudança, que é normal e vai ser bom.
A criança percebe quando o adulto não está seguro e fica insegura também. A entrada na creche altera a realidade dos pequenos. É importante que os adultos demonstrem que não existem problemas na mudança, que é normal e vai ser bom.
3. Presença de um familiar
“Deixar a criança sozinha e sair é um crime”, comenta Márcia. O ideal é que, nos primeiros dias, algum familiar permaneça no local. A ideia é que o afastamento ocorra gradualmente. No começo, o adulto fica no mesmo ambiente. Depois, na sala ao lado, até que a criança demonstre conforto com a creche, os professores e os colegas. Não existe tempo certo. Crianças menores geralmente precisam de mais tempo. Mas não há regra.
“Deixar a criança sozinha e sair é um crime”, comenta Márcia. O ideal é que, nos primeiros dias, algum familiar permaneça no local. A ideia é que o afastamento ocorra gradualmente. No começo, o adulto fica no mesmo ambiente. Depois, na sala ao lado, até que a criança demonstre conforto com a creche, os professores e os colegas. Não existe tempo certo. Crianças menores geralmente precisam de mais tempo. Mas não há regra.
4. Elemento de apego
Elemento de apego ou objeto de transição é aquele objeto que os pequenos não largam. Pode ser um brinquedo, um travesseiro, uma fralda. Deixar a criança levá-lo para a creche ajuda na adaptação, pois funciona como um elo com o ambiente familiar. Com o tempo, o objeto é deixado de lado, mas é importante que este movimento seja feito pela própria criança e não exigido por um adulto.
Elemento de apego ou objeto de transição é aquele objeto que os pequenos não largam. Pode ser um brinquedo, um travesseiro, uma fralda. Deixar a criança levá-lo para a creche ajuda na adaptação, pois funciona como um elo com o ambiente familiar. Com o tempo, o objeto é deixado de lado, mas é importante que este movimento seja feito pela própria criança e não exigido por um adulto.
5. Ser claro
Seu filho precisa entender por que está indo para a creche. É importante que ele saiba onde e com quem vai ficar. Na hora de ir ao banheiro, comer ou quando estiver com algum problema, a criança ficará mais segura se souber a quem recorrer.
Seu filho precisa entender por que está indo para a creche. É importante que ele saiba onde e com quem vai ficar. Na hora de ir ao banheiro, comer ou quando estiver com algum problema, a criança ficará mais segura se souber a quem recorrer.
6. Não proponha prêmios
É importante que haja o entendimento de que a creche é importante, e ir para lá não pode parecer algo ruim que será recompensado com um presente. “A criança precisa saber que o prêmio é ir para a creche, que vai ser divertido”, defende Eliana.
É importante que haja o entendimento de que a creche é importante, e ir para lá não pode parecer algo ruim que será recompensado com um presente. “A criança precisa saber que o prêmio é ir para a creche, que vai ser divertido”, defende Eliana.
7. Choro não significa problema
Da mesma forma que ir contente não significa que a situação está 100%. Muitos fatores podem ser responsáveis pelo choro, e nem todos estão ligados à creche. É preciso investigar o que está gerando incômodo. Algumas vezes, o motivo será surpreendente: a segunda-feira. De acordo com Márcia, o fim de semana representa uma ruptura muito grande na rotina, então voltar para a escolinha pode ser complicado.
Da mesma forma que ir contente não significa que a situação está 100%. Muitos fatores podem ser responsáveis pelo choro, e nem todos estão ligados à creche. É preciso investigar o que está gerando incômodo. Algumas vezes, o motivo será surpreendente: a segunda-feira. De acordo com Márcia, o fim de semana representa uma ruptura muito grande na rotina, então voltar para a escolinha pode ser complicado.
8. Será que a criança se adaptou?
Como saber se seu filho está se adaptando? Segundo Eliana, os sinais são mais claros durante o período em que a criança está na instituição. É importante conversar com os profissionais que cuidam de seu filho e visitar o local de vez em quando, observar se ele brinca com os amiguinhos e se está comendo bem. Muitas vezes os pequenos fazem birra para ir, mas chegando lá ficam felizes.
Como saber se seu filho está se adaptando? Segundo Eliana, os sinais são mais claros durante o período em que a criança está na instituição. É importante conversar com os profissionais que cuidam de seu filho e visitar o local de vez em quando, observar se ele brinca com os amiguinhos e se está comendo bem. Muitas vezes os pequenos fazem birra para ir, mas chegando lá ficam felizes.
9. Use exemplos de irmãos, primos e vizinhos
É mais fácil quando existem irmãos mais velhos. Permita que a criança se espelhe em outras que já vão para a escola. Se só tiver um filho, procure apontar exemplos em primos, vizinhos. Os pequenos gostam de saber que já podem fazer as mesmas coisas que os maiores.
É mais fácil quando existem irmãos mais velhos. Permita que a criança se espelhe em outras que já vão para a escola. Se só tiver um filho, procure apontar exemplos em primos, vizinhos. Os pequenos gostam de saber que já podem fazer as mesmas coisas que os maiores.
10. Crie vínculos
É bom para os pais e as crianças. O espaço de creches e escolinhas oferece uma oportunidade de conhecer pessoas e criar amizades. Convidar coleguinhas para visitar a sua casa permite que as crianças aumentem os vínculos sociais e que você se torne amigo de outros pais.
É bom para os pais e as crianças. O espaço de creches e escolinhas oferece uma oportunidade de conhecer pessoas e criar amizades. Convidar coleguinhas para visitar a sua casa permite que as crianças aumentem os vínculos sociais e que você se torne amigo de outros pais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário