ROTINA NA EDUCAÇÃO INFANTIL ATIVIDADES
1. Justificativa
Ler para bebês é uma prática que se justifica por muitas razões:
- Primeiro, porque ao ouvir um adulto ler, o bebê entra em contato com uma outra dimensão da linguagem: o fluxo da fala que “diz” linguagem escrita, apresenta uma cadência própria e, a depender do livro escolhido, rimas, repetições e ritmos novos.
- Segundo, porque ao ouvir um adulto ler, o bebê também entra em contato com o prazer que o adulto demonstra ao ler, as emoções que sente e expressa, nos tons de surpresa, graça e encantamento que ficam patentes na leitura. Assim, o adulto leitor é um intérprete em muitos níveis: interpreta o texto, apresentando o bebê à linguagem escrita e interpreta também o que se pode obter do texto, apresentando o bebê ao prazer de ler.
-Terceiro, quando garantimos que a leitura faça parte da vida do bebê através da leitura que o professor faz na escola (CEI, Creche), e tenha nela um sentido de prazer e encantamento,criamos as bases para que as crianças ali atendidas possam se desenvolver plenamente como leitoras, ao longo da vida escolar, nos contrapondo a uma divisão entre leitores e não leitores que costuma espelhar uma diferença social entre os que têm a oportunidade de conviver com livros e leitores e aqueles que não a têm.
Mas para que essa prática possa se revestir dos sentidos apontados acima na vida dos bebês é fundamental, que ela seja um hábito, faça parte da sua rotina na escola. Só assim será possível que os bebês desenvolvam familiaridade com os livros, compreendam o que torna esse objeto especial, diferente dos outros que o cercam, desenvolvam um laço afetivo com eles, se interessando em folheá-los e em ouvir sua leitura e possam manter a atenção em escutar a leitura por períodos cada vez maiores.
- Primeiro, porque ao ouvir um adulto ler, o bebê entra em contato com uma outra dimensão da linguagem: o fluxo da fala que “diz” linguagem escrita, apresenta uma cadência própria e, a depender do livro escolhido, rimas, repetições e ritmos novos.
- Segundo, porque ao ouvir um adulto ler, o bebê também entra em contato com o prazer que o adulto demonstra ao ler, as emoções que sente e expressa, nos tons de surpresa, graça e encantamento que ficam patentes na leitura. Assim, o adulto leitor é um intérprete em muitos níveis: interpreta o texto, apresentando o bebê à linguagem escrita e interpreta também o que se pode obter do texto, apresentando o bebê ao prazer de ler.
-Terceiro, quando garantimos que a leitura faça parte da vida do bebê através da leitura que o professor faz na escola (CEI, Creche), e tenha nela um sentido de prazer e encantamento,criamos as bases para que as crianças ali atendidas possam se desenvolver plenamente como leitoras, ao longo da vida escolar, nos contrapondo a uma divisão entre leitores e não leitores que costuma espelhar uma diferença social entre os que têm a oportunidade de conviver com livros e leitores e aqueles que não a têm.
Mas para que essa prática possa se revestir dos sentidos apontados acima na vida dos bebês é fundamental, que ela seja um hábito, faça parte da sua rotina na escola. Só assim será possível que os bebês desenvolvam familiaridade com os livros, compreendam o que torna esse objeto especial, diferente dos outros que o cercam, desenvolvam um laço afetivo com eles, se interessando em folheá-los e em ouvir sua leitura e possam manter a atenção em escutar a leitura por períodos cada vez maiores.
2. Objetivos e conteúdos
São objetivos desse projeto:
- Possibilitar que as crianças, desde bebês, possam participar de rodas de leitura, ter contato com histórias belamente escritas e ilustradas e, assim, criar o hábito de escutar a leitura em voz alta realizada pelo professor.
-Apresentar e disponibilizar livros para que as crianças possam explorá-los, folheando-os e, percebendo neles a fonte daquilo que é lido pelo professor.
- Possibilitar que as crianças, desde cedo, familiarizem-se com a linguagem escrita: seu ritmo, sua permanência.
- Possibilitar que as crianças iniciem a construção de seu repertório literário.
- Possibilitar que as crianças, desde bebês, possam participar de rodas de leitura, ter contato com histórias belamente escritas e ilustradas e, assim, criar o hábito de escutar a leitura em voz alta realizada pelo professor.
-Apresentar e disponibilizar livros para que as crianças possam explorá-los, folheando-os e, percebendo neles a fonte daquilo que é lido pelo professor.
- Possibilitar que as crianças, desde cedo, familiarizem-se com a linguagem escrita: seu ritmo, sua permanência.
- Possibilitar que as crianças iniciem a construção de seu repertório literário.
Conteúdos
-Leitura como uma fonte de prazer e entretenimento.
- Intercâmbio entre leitores.
- Preferências leitoras.
- Intercâmbio entre leitores.
- Preferências leitoras.
3. Público
Esse projeto pode ser desenvolvido em crianças de 0 a 3 anos de idade.
4. Prazo e estrutura
Como a leitura para bebês é uma atividade
permanente de formação de leitores, o ideal é que ela faça parte da rotina dos
bebês durante todo o ano. Para desenvolvê-la serão necessários variados livros
de qualidade literária, adequados à faixa etária.
5. Etapas de desenvolvimento
Preparo prévio do professor
Para planejar uma boa roda de leitura para bebês, três questões são fundamentais: a escolha de um bom livro, preparar-se para a leitura em voz alta e eleger um espaço acolhedor para a leitura.
A escolha do livro é um aspecto fundamental para conquistar novos leitores. Explore o acervo escolar, na busca de histórias com qualidade literária, que sejam adequadas à faixa etária: ricas em ilustrações, que apresentem narrativas com ritmo e cadência.
Para planejar uma boa roda de leitura para bebês, três questões são fundamentais: a escolha de um bom livro, preparar-se para a leitura em voz alta e eleger um espaço acolhedor para a leitura.
A escolha do livro é um aspecto fundamental para conquistar novos leitores. Explore o acervo escolar, na busca de histórias com qualidade literária, que sejam adequadas à faixa etária: ricas em ilustrações, que apresentem narrativas com ritmo e cadência.
AS LIÇÕES DE UMA CRECHE ONDE A
INCLUSÃO É REGRA
Convivendo com a diferença, para acabar de vez com o preconceito. Meninos e meninas com deficiência convivem com outras crianças, na mesma creche.
ROTINA E APRENDIZAGENS NO BERÇÁRIO
Conheça o projeto desenvolvido pela professora Sílvia
Ulisses de Jesus, uma das vencedoras do Prêmio Victor Civita 2010. Atuando na
creche, uma etapa ainda muito pautada pelo assistencialismo, a professora
conseguiu articular as duas dimensões mais importantes da Educação Infantil: o
cuidar e o educar.
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PENSAMENTO INFANTIL
O
DESENHO INFANTIL
O vídeo mostra crianças de 3 a 5 anos que desenham
equanto falam sobre suas produções. O desenvolvimento de desenho infantil é
pontuado pela educadora Monique Deheinzelin.
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Melecas na parede, no papel e no corpo todo.
Amassar, rasgar,
sentir, cheirar, experimentar e tocar são palavras de ordem para os pequenos
Anna Rachel Ferreira
|
Contato com uma grande
variedade de materiais enriquece a atividade
O primeiro dia com as melecas foi uma farra. A professora colocou as crianças sentadas em roda e apresentou a elas uma goma de água e farinha de trigo cozida. Aos poucos, foi acrescentando anilina e todas se espantaram com a mágica mudança de cor. Fabiana chamava a atenção delas dizendo: "Olhem como está ficando colorida!".
Quando já estavam envolvidas e alvoroçadas, foi hora de colocarem a mão na massa. Elas podiam passar a mistura em cartolinas coladas no chão, mas muitas ficaram felizes apenas sentindo a textura. "Quando um dos pequenos começou a usar a cartolina como apoio, eu perguntei: ‘Alguém mais quer ver como é?’ E aos poucos eles experimentaram o novo suporte".
Denise Lumia, assistente de Fabiana, observou ainda que muitas queriam sentir a textura no corpo e nos cabelos. Uma delas, no entanto, não quis brincar com as melecas, e isso foi respeitado. "Alguns ficam receosos de tocar o que causa estranheza. Em casos como esse, é possível oferecer algum instrumento, como um palito de sorvete, que permita um contato indireto. Mas aos poucos, vendo os colegas, muitas vezes mudam seu comportamento", explica Kátia. Ela também sugere que o professor intervenha com perguntas do tipo: "É possível segurar a meleca com as mãos?", e ver como as crianças tentam resolver a dúvida com materiais mais ou menos líquidos.
Num outro momento, a professora ofereceu uma goma gelada de amido de milho e anilina. "Para que elas notassem a temperatura, dizia que colocassem a mão. Muitas respondiam que estava fria, outros tiravam a mão rapidamente, riam, gritavam, se expressavam mesmo sem falar", conta. Em pé e sobre tapetes de material antiderrapante, elas mergulhavam as mãos nos potes e passavam a mistura nos azulejos do corredor. De tempos em tempos, Fabiana trazia novas cores e chamava a atenção para isso com frases do tipo: "Olhem só, agora temos tinta vermelha!".
A atividade seguinte consistia em fazer uma mistura com farinha, variando a textura e a espessura. Para isso, recipientes com água estavam à disposição dos pequenos. A professora e a auxiliar ficavam sempre por perto, ensinando as crianças a usar a colher para transferir os ingredientes de um lado para o outro. Bonecas, potinhos e caminhões também foram incluídos. A todo momento, elas conversavam sobre as mudanças que ocorriam na mistura e sobre o que os demais estavam fazendo: "Vejam o que o colega de vocês fez agora! Quanta água ele colocou!"
Para realizar as atividades, a educadora buscou ajuda na bibliografia. No livro Aprender e Ensinar na Educação Infantil (Eulália Bassedas, Teresa Huguet e Isabel Solé, 357 págs., Ed. Artmed, tel. 51/3062-3757, 79 reais) leu sobre a importância de estabelecer uma relação próxima com as crianças em atividades como essa. Já em Sabores, Cores, Sons e Aromas (Maria da Graça Souza Horn, 119 págs., Ed. Artmed, 42 reais), viu como preparar o espaço para um desenvolvimento adequado.
As leituras foram produtivas e o trabalho bem-sucedido. No início do ano, seu tempo precisava ser dividido entre questões de relacionamento (resolver conflitos e incentivar a relação entre as crianças) e a atenção para o que os pequenos levavam à boca (embora não sejam tóxicas, as misturas não devem ser comidas). Mas nos últimos meses eles já incluíam os colegas na brincadeira e tinham muitas ideias sobre manipular as melecas sem pensar só em levá-las à boca. Crianças e professora, depois de tantas misturas e experiências, tinham muitas fotos para rever e estavam prontas para novos desafios.
O primeiro dia com as melecas foi uma farra. A professora colocou as crianças sentadas em roda e apresentou a elas uma goma de água e farinha de trigo cozida. Aos poucos, foi acrescentando anilina e todas se espantaram com a mágica mudança de cor. Fabiana chamava a atenção delas dizendo: "Olhem como está ficando colorida!".
Quando já estavam envolvidas e alvoroçadas, foi hora de colocarem a mão na massa. Elas podiam passar a mistura em cartolinas coladas no chão, mas muitas ficaram felizes apenas sentindo a textura. "Quando um dos pequenos começou a usar a cartolina como apoio, eu perguntei: ‘Alguém mais quer ver como é?’ E aos poucos eles experimentaram o novo suporte".
Denise Lumia, assistente de Fabiana, observou ainda que muitas queriam sentir a textura no corpo e nos cabelos. Uma delas, no entanto, não quis brincar com as melecas, e isso foi respeitado. "Alguns ficam receosos de tocar o que causa estranheza. Em casos como esse, é possível oferecer algum instrumento, como um palito de sorvete, que permita um contato indireto. Mas aos poucos, vendo os colegas, muitas vezes mudam seu comportamento", explica Kátia. Ela também sugere que o professor intervenha com perguntas do tipo: "É possível segurar a meleca com as mãos?", e ver como as crianças tentam resolver a dúvida com materiais mais ou menos líquidos.
Num outro momento, a professora ofereceu uma goma gelada de amido de milho e anilina. "Para que elas notassem a temperatura, dizia que colocassem a mão. Muitas respondiam que estava fria, outros tiravam a mão rapidamente, riam, gritavam, se expressavam mesmo sem falar", conta. Em pé e sobre tapetes de material antiderrapante, elas mergulhavam as mãos nos potes e passavam a mistura nos azulejos do corredor. De tempos em tempos, Fabiana trazia novas cores e chamava a atenção para isso com frases do tipo: "Olhem só, agora temos tinta vermelha!".
A atividade seguinte consistia em fazer uma mistura com farinha, variando a textura e a espessura. Para isso, recipientes com água estavam à disposição dos pequenos. A professora e a auxiliar ficavam sempre por perto, ensinando as crianças a usar a colher para transferir os ingredientes de um lado para o outro. Bonecas, potinhos e caminhões também foram incluídos. A todo momento, elas conversavam sobre as mudanças que ocorriam na mistura e sobre o que os demais estavam fazendo: "Vejam o que o colega de vocês fez agora! Quanta água ele colocou!"
Para realizar as atividades, a educadora buscou ajuda na bibliografia. No livro Aprender e Ensinar na Educação Infantil (Eulália Bassedas, Teresa Huguet e Isabel Solé, 357 págs., Ed. Artmed, tel. 51/3062-3757, 79 reais) leu sobre a importância de estabelecer uma relação próxima com as crianças em atividades como essa. Já em Sabores, Cores, Sons e Aromas (Maria da Graça Souza Horn, 119 págs., Ed. Artmed, 42 reais), viu como preparar o espaço para um desenvolvimento adequado.
As leituras foram produtivas e o trabalho bem-sucedido. No início do ano, seu tempo precisava ser dividido entre questões de relacionamento (resolver conflitos e incentivar a relação entre as crianças) e a atenção para o que os pequenos levavam à boca (embora não sejam tóxicas, as misturas não devem ser comidas). Mas nos últimos meses eles já incluíam os colegas na brincadeira e tinham muitas ideias sobre manipular as melecas sem pensar só em levá-las à boca. Crianças e professora, depois de tantas misturas e experiências, tinham muitas fotos para rever e estavam prontas para novos desafios.
1
Organização geral Planeje
o tempo de duração, o local e o material necessário para a atividade
permanente, que deve ser proposta com variações. Para isso, pesquise diversas
receitas.
2 Parceria em casa Compartilhe o objetivo com os pais e peça que enviem uma roupa extra para os filhos, que vão se sujar.
3 Hora de experimentar No momento da brincadeira, dê oportunidade para os pequenos explorarem as melecas sozinhas ou com os colegas. Incentive o uso de diversos suportes, como as paredes ou papéis no chão. Inclua bonecas, carrinhos ou panelinhas na atividade.
4 Intervir se necessário Durante o trabalho, observe atentamente as reações das crianças e a interação entre elas. Interrompa apenas se precisarem de ajuda ou de materiais que possam proporcionar novos desafios.
2 Parceria em casa Compartilhe o objetivo com os pais e peça que enviem uma roupa extra para os filhos, que vão se sujar.
3 Hora de experimentar No momento da brincadeira, dê oportunidade para os pequenos explorarem as melecas sozinhas ou com os colegas. Incentive o uso de diversos suportes, como as paredes ou papéis no chão. Inclua bonecas, carrinhos ou panelinhas na atividade.
4 Intervir se necessário Durante o trabalho, observe atentamente as reações das crianças e a interação entre elas. Interrompa apenas se precisarem de ajuda ou de materiais que possam proporcionar novos desafios.
Mãos na
argila para ampliar perspectivas
Trabalho com o material ajuda a
apresentar o universo da produção tridimensional
Tweetar da EEEF Ismahaves
Barcellos usou a argila após vencer o estranhamento inicial
No primeiro contato que os alunos de Alessandra Menegol Tortelli tiveram
com a argila, a reação foi de estranhamento. A professora do 2º ano da EEEF
Ismael Chaves Barcellos, em Caxias do Sul, a 137 quilômetros de Porto Alegre,
conta que eles compararam o material com a massa de modelar, com a qual já
estavam mais acostumados. "Ela não tem cheiro bom como a massinha",
disse um. "Ela também é fria e bem mais dura", acrescentou outro.
Enfrentar esse espanto inicial é necessário para ampliar o repertório das crianças e apresentar a elas materiais diversificados e técnicas consagradas. "O trabalho com a argila é importante por ser tridimensional, diferente da pintura e do desenho, linguagens bastante comuns nas escolas", ressalta Rosa Iavelberg, docente da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).
Maria Morena Godoy, formadora de professores da Comunidade Educativa Cedac, indica que é possível escolher entre dois focos: dar ênfase à experimentação ou aliar essa ação ao estudo da produção de determinado movimento ou período histórico. Seja qual for o caminho, não se pode deixar o processo criativo de lado. É preciso planejar algum momento em que a turma tenha liberdade de manusear o material e elaborar obras com base na imaginação.
Enfrentar esse espanto inicial é necessário para ampliar o repertório das crianças e apresentar a elas materiais diversificados e técnicas consagradas. "O trabalho com a argila é importante por ser tridimensional, diferente da pintura e do desenho, linguagens bastante comuns nas escolas", ressalta Rosa Iavelberg, docente da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).
Maria Morena Godoy, formadora de professores da Comunidade Educativa Cedac, indica que é possível escolher entre dois focos: dar ênfase à experimentação ou aliar essa ação ao estudo da produção de determinado movimento ou período histórico. Seja qual for o caminho, não se pode deixar o processo criativo de lado. É preciso planejar algum momento em que a turma tenha liberdade de manusear o material e elaborar obras com base na imaginação.
Alessandra optou por combinar a prática a um estudo sobre a cultura de
tribos indígenas da Amazônia que modelam vasos com o barro. Para isso, leu com
as crianças uma reportagem que tratava do assunto e apresentou a elas as
imagens que ilustravam o texto. "Todas acharam as peças muito bonitas e
ficaram empolgadas quando eu disse que desenvolveriam trabalhos no mesmo
estilo", conta a docente. Índios habitantes da região em que a escola se
localiza produzem vasos semelhantes, que são vendidos nas estradas próximas à
aldeia. Por isso, os estudantes já conheciam o material. A técnica usada por
essas etnias e aplicada nas aulas que se seguiram se chama acordelado e
consiste em moldar o objeto sobrepondo diversos rolinhos (cordões) de argila.
Outras possíveis referências para a turma nesse momento são imagens de esculturas antigas e contemporâneas e obras populares brasileiras. "A produção de um artista específico também pode ser a base de uma proposta desde que o aluno não tenha de fazer uma cópia. A releitura deve dar lugar ao fazer artístico, inspirado pelas peças apresentadas", ressalta Rosa. "Com esses conhecimentos, acrescidos das experimentações, os estudantes começam a compreender a história da Arte de maneira significativa."
Feita a apresentação do tema, Alessandra pediu que cada um trouxesse na aula seguinte meio quilo de argila escolar. Papelarias normalmente fornecem o material já limpo, mas caso ele seja adquirido em olarias é preciso bater a massa para retirar as impurezas (leia outras dicas de manuseio no quadro da página seguinte).
Antes de começar a modelar, os alunos prepararam o ambiente: forraram as mesas com jornais e trouxeram potinhos de água. Por gerar muita sujeira, o ideal é que a atividade não seja feita em sala de aula. A turma de Caxias do Sul ocupou uma cozinha desativada existente na escola, mas ainda assim o esforço da docente foi grande para que tudo ficasse organizado novamente. "Como protegemos a bancada, achei que não haveria muita bagunça. Mas tinha me esquecido do chão, que acabou todo sujo. Poderia ter forrado a sala toda para evitar esse problema."
Outras possíveis referências para a turma nesse momento são imagens de esculturas antigas e contemporâneas e obras populares brasileiras. "A produção de um artista específico também pode ser a base de uma proposta desde que o aluno não tenha de fazer uma cópia. A releitura deve dar lugar ao fazer artístico, inspirado pelas peças apresentadas", ressalta Rosa. "Com esses conhecimentos, acrescidos das experimentações, os estudantes começam a compreender a história da Arte de maneira significativa."
Feita a apresentação do tema, Alessandra pediu que cada um trouxesse na aula seguinte meio quilo de argila escolar. Papelarias normalmente fornecem o material já limpo, mas caso ele seja adquirido em olarias é preciso bater a massa para retirar as impurezas (leia outras dicas de manuseio no quadro da página seguinte).
Antes de começar a modelar, os alunos prepararam o ambiente: forraram as mesas com jornais e trouxeram potinhos de água. Por gerar muita sujeira, o ideal é que a atividade não seja feita em sala de aula. A turma de Caxias do Sul ocupou uma cozinha desativada existente na escola, mas ainda assim o esforço da docente foi grande para que tudo ficasse organizado novamente. "Como protegemos a bancada, achei que não haveria muita bagunça. Mas tinha me esquecido do chão, que acabou todo sujo. Poderia ter forrado a sala toda para evitar esse problema."
A garotada pode criar livremente para, depois, preparar a
obra final
Tudo preparado, chegou a hora de explorar o material. Nesse primeiro momento, a docente deixou a turma livre para que sentisse a textura e a consistência da argila e testasse fazer os objetos que viessem à sua imaginação. Enquanto isso, ela conduziu uma conversa sobre algumas características da massa. "Perguntei se ela era de origem natural ou havia passado pela manipulação do homem", conta. Para satisfação dela, já que o assunto também vinha sendo abordado nas aulas de Geografia, quase todos acertaram que o material era retirado da natureza.
Ela também comentou sobre a temperatura, o cheiro e a consistência da argila. Explicou que é gelada por causa da água utilizada para amolecê-la e que, quando o líquido evapora, ela vai ficando mais dura até não ser mais possível modelá-la. E acrescentou que o cheiro é ruim (como a turma havia destacado) porque não tem os aromatizantes artificiais que são colocados na massinha, um produto industrializado.
Além de notar essas informações sobre a matéria-prima, é importante que as crianças tenham contato com técnicas que possibilitem incrementar o manuseio. "É bacana elas encararem problemas e bolarem soluções", indica Rosa. Entretanto, nem todas as dificuldades podem ser resolvidas pela meninada. Por isso, há momentos em que você deve apresentar os macetes para auxiliar o grupo e evitar frustrações.
Com o objetivo de colaborar com a classe, a educadora circulou entre os alunos e propôs algumas questões com base no que via. Apontou, por exemplo, que a massa de um deles estava muito dura e perguntou se alguém sabia como amolecê- la. Alguns sugeriram que bastava colocar mais água. Alessandra pediu, então, que eles testassem e todos puderam verificar que de fato dava certo. Mas uma parte da classe exagerou na dose e a peça ficou mole demais. Os que estavam nesse grupo pediram ajuda e aí a docente mostrou que poderiam misturar mais pedaços de argila seca à porção em uso. Ela também fez formas como bolas, rolinhos e quadrados com eles para que vissem como o material poderia ser manuseado. Depois de vencer as dúvidas, todos conseguiram avançar na manipulação e produziram até objetos mais complexos, como camas e bonecos.
Para concluir, a professora retomou os exemplos de arte indígenas apresentados na primeira aula e pediu que as crianças tentassem fazer vasos com base nas referências. Depois de prontos e secos, eles foram pintados com tinta guache. Também é possível, após a pintura, dar mais brilho às peças ao passar uma mão de cola branca ou esfregar uma pedra bem lisa nelas.
Em vez de pedir que todos façam o mesmo objeto - como fez Alessandra -, você pode apostar na diversidade de formas. Nesse caso, retome as lições aprendidas na experimentação do material e solicite que cada um escolha algo a ser produzido. Quando a classe estiver com sua obra pronta, conclua com uma conversa coletiva. "Os alunos comentam, por exemplo, os motivos para a escolha do tema, os procedimentos usados e se já haviam feito trabalhos semelhantes com outras técnicas", complementa Rosa.
Tudo preparado, chegou a hora de explorar o material. Nesse primeiro momento, a docente deixou a turma livre para que sentisse a textura e a consistência da argila e testasse fazer os objetos que viessem à sua imaginação. Enquanto isso, ela conduziu uma conversa sobre algumas características da massa. "Perguntei se ela era de origem natural ou havia passado pela manipulação do homem", conta. Para satisfação dela, já que o assunto também vinha sendo abordado nas aulas de Geografia, quase todos acertaram que o material era retirado da natureza.
Ela também comentou sobre a temperatura, o cheiro e a consistência da argila. Explicou que é gelada por causa da água utilizada para amolecê-la e que, quando o líquido evapora, ela vai ficando mais dura até não ser mais possível modelá-la. E acrescentou que o cheiro é ruim (como a turma havia destacado) porque não tem os aromatizantes artificiais que são colocados na massinha, um produto industrializado.
Além de notar essas informações sobre a matéria-prima, é importante que as crianças tenham contato com técnicas que possibilitem incrementar o manuseio. "É bacana elas encararem problemas e bolarem soluções", indica Rosa. Entretanto, nem todas as dificuldades podem ser resolvidas pela meninada. Por isso, há momentos em que você deve apresentar os macetes para auxiliar o grupo e evitar frustrações.
Com o objetivo de colaborar com a classe, a educadora circulou entre os alunos e propôs algumas questões com base no que via. Apontou, por exemplo, que a massa de um deles estava muito dura e perguntou se alguém sabia como amolecê- la. Alguns sugeriram que bastava colocar mais água. Alessandra pediu, então, que eles testassem e todos puderam verificar que de fato dava certo. Mas uma parte da classe exagerou na dose e a peça ficou mole demais. Os que estavam nesse grupo pediram ajuda e aí a docente mostrou que poderiam misturar mais pedaços de argila seca à porção em uso. Ela também fez formas como bolas, rolinhos e quadrados com eles para que vissem como o material poderia ser manuseado. Depois de vencer as dúvidas, todos conseguiram avançar na manipulação e produziram até objetos mais complexos, como camas e bonecos.
Para concluir, a professora retomou os exemplos de arte indígenas apresentados na primeira aula e pediu que as crianças tentassem fazer vasos com base nas referências. Depois de prontos e secos, eles foram pintados com tinta guache. Também é possível, após a pintura, dar mais brilho às peças ao passar uma mão de cola branca ou esfregar uma pedra bem lisa nelas.
Em vez de pedir que todos façam o mesmo objeto - como fez Alessandra -, você pode apostar na diversidade de formas. Nesse caso, retome as lições aprendidas na experimentação do material e solicite que cada um escolha algo a ser produzido. Quando a classe estiver com sua obra pronta, conclua com uma conversa coletiva. "Os alunos comentam, por exemplo, os motivos para a escolha do tema, os procedimentos usados e se já haviam feito trabalhos semelhantes com outras técnicas", complementa Rosa.
Dicas para
o manuseio
- Proteção Forre as mesas com um jornal para evitar que o material grude na superfície em que está trabalhando. Caso não tenha papel disponível, você também pode retirar a peça passando um fio de náilon embaixo dela.
- Armazenamento Caso as obras não fiquem prontas num dia, guarde-as num saco plástico. Assim, elas não ressecam e as crianças podem observar, no dia seguinte, as gotas acumuladas, sinal da evaporação da água.
- Consistência A densidade ideal da argila é o chamado ponto de couro, em que ela não está nem muito dura nem muito mole. Deixe as crianças procurarem esse ponto, acrescentando água para amolecer o material.
- Junção Não use palitos para unir pedaços de argila. Se as partes estiverem úmidaMais seguros em relação às técnicas, os alunos capricharam nos objetos produzidoss, é possível grudá-las. Quando estiverem secas, faça pequenas ranhuras e molhe com barbotina (argila, água e vinagre).
Consultoria Maria Morena Godoy e Rosa Iavelberg.
- Proteção Forre as mesas com um jornal para evitar que o material grude na superfície em que está trabalhando. Caso não tenha papel disponível, você também pode retirar a peça passando um fio de náilon embaixo dela.
- Armazenamento Caso as obras não fiquem prontas num dia, guarde-as num saco plástico. Assim, elas não ressecam e as crianças podem observar, no dia seguinte, as gotas acumuladas, sinal da evaporação da água.
- Consistência A densidade ideal da argila é o chamado ponto de couro, em que ela não está nem muito dura nem muito mole. Deixe as crianças procurarem esse ponto, acrescentando água para amolecer o material.
- Junção Não use palitos para unir pedaços de argila. Se as partes estiverem úmidaMais seguros em relação às técnicas, os alunos capricharam nos objetos produzidoss, é possível grudá-las. Quando estiverem secas, faça pequenas ranhuras e molhe com barbotina (argila, água e vinagre).
Consultoria Maria Morena Godoy e Rosa Iavelberg.
1
Referências que inspiram Apresente para a turma imagens e textos
sobre obras feitas com argila. Explique que nas aulas seguintes serão
produzidas peças com esse material. Mas atenção: as referências servem de
inspiração e não devem ser copiadas.
2 Uma bagunça organizada Prepare uma área da escola que possa receber a turma e forre as mesas e o chão com jornal. Providencie argila suficiente para iniciar o trabalho no encontro seguinte.
3 Autonomia e criatividade Deixe que todos manuseiem o material e criem várias formas. É normal surgirem dificuldades. Apresente técnicas que podem resolvê-las apenas quando a turma não conseguir fazer isso sozinha.
4 Brilho para terminar Defina qual será o produto final, retome os aprendizados da experimentação e reserve um tempo para que cada aluno termine sua obra. Depois de seca, a peça pode ser pintada ou polida.
2 Uma bagunça organizada Prepare uma área da escola que possa receber a turma e forre as mesas e o chão com jornal. Providencie argila suficiente para iniciar o trabalho no encontro seguinte.
3 Autonomia e criatividade Deixe que todos manuseiem o material e criem várias formas. É normal surgirem dificuldades. Apresente técnicas que podem resolvê-las apenas quando a turma não conseguir fazer isso sozinha.
4 Brilho para terminar Defina qual será o produto final, retome os aprendizados da experimentação e reserve um tempo para que cada aluno termine sua obra. Depois de seca, a peça pode ser pintada ou polida.
http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/maos-argila-ampliar-expectativas-741527.shtml?page=1
Sugestões de atividades com
crianças de 3 a 6 anos
- Jogos
de memória
- Recorte e colagem (papel picado, grãos, contas).
- Rasgar papéis com as mãos.
- Amassar os papéis picados.
- Confecção de colares.
- Pintura a sopro, a dedo e/ou a pincel.
- Massinhas de modelar.
- Recorte e colagem (papel picado, grãos, contas).
- Rasgar papéis com as mãos.
- Amassar os papéis picados.
- Confecção de colares.
- Pintura a sopro, a dedo e/ou a pincel.
- Massinhas de modelar.
- Argila
- Brincar de faz-de-conta.
- Mímicas: rir, chorar, dar gargalhadas, fazer caretas, piscar.
- Dançar.
- Correr com e sem apoio.
- Equilibrar-se num pé só.
- Reconhecer e nomear partes do seu corpo e dos outros.
- Brincar com água, terra, argila,areia, barro.
- Reconhecer os sabores, doce, salgado, amargo, azedo.
- Reconhecer as temperaturas: frio, quente, gelado.
- Participar de brincadeiras rimadas e ritmadas, cantigas de roda, canções folclóricas.
- Dramatizar cenas familiares e histórias curtas e repetidas frequentemente.
- Observar e explorar o ambiente através do tato.
- Identificar formas: quadrado, círculo, triângulo, retângulo.
- Identificar cores.
- Representa, por meio de gestos, sem utilização de objetos,: o fechar portas, calçar sapatos, receber uma visita, cozinhar, lavar, etc.
- Rodinha para conversação.
- Andar imitando um trenzinho, transpondo obstáculos, passando por baixo de mesas eu formarão um túnel, circundar objetos.
- Morto-vivo (jogo)
- Andando, chegar a um ponto determinado na sala, equilibrando um objeto na mão, na cabeça, etc.
- Brincadeiras com bolas, petecas, balões, água, massa para desenvolver a percepção tridimensional, a percepção de distância e orientação espacial.
- Ajudá-la no desenvolvimento do vocabulário, encorajando-a na identificação das atividades realizadas nas tarefas diárias.
- Ensiná-la a identificar as roupas que usa e os diferentes passos no processo de vestir e despir.
- Confecção de bandinha rítmica, para propiciar o canto acompanhado de instrumentos musicais.
- Exercícios para desenvolver a lateralidade ( andar em linha reta; curva; zigue-zague, andar em pistas limitadas com fita, etc...)
- Desenho espontâneo com lápis de cera.
- Fazer como se pedalasse uma bicicleta: pernas duras e flexionadas.
- Utilizar fantoches, teatro de máscaras, teatro de sombra para apresentação (histórias) às crianças.
- Corrida de cavalinho: fazer uma fila com as crianças e colocar pequenos obstáculos como latinhas, saquinhos de areia, espalhados pela área em círculo. Ao sinal de um apito, palmas, as crianças saem correndo procurando saltar os saquinhos.
- Imitar o pulo do sapo, do macaquinho, do coelhinho, o peixinho nadando, a minhoca se arrastando e o som de animais conhecidos.
- Desenhar um caracol no chão, as crianças devem andar em cima da linha, no sentido de ir e voltar.
- Manipulação de material de sucata.
- Conversar com as crianças ao máximo, aproveitando todos os momentos, tendo como temas sua família, seus brinquedos, seus amigos, suas brincadeiras.
- Brincar de faz-de-conta.
- Mímicas: rir, chorar, dar gargalhadas, fazer caretas, piscar.
- Dançar.
- Correr com e sem apoio.
- Equilibrar-se num pé só.
- Reconhecer e nomear partes do seu corpo e dos outros.
- Brincar com água, terra, argila,areia, barro.
- Reconhecer os sabores, doce, salgado, amargo, azedo.
- Reconhecer as temperaturas: frio, quente, gelado.
- Participar de brincadeiras rimadas e ritmadas, cantigas de roda, canções folclóricas.
- Dramatizar cenas familiares e histórias curtas e repetidas frequentemente.
- Observar e explorar o ambiente através do tato.
- Identificar formas: quadrado, círculo, triângulo, retângulo.
- Identificar cores.
- Representa, por meio de gestos, sem utilização de objetos,: o fechar portas, calçar sapatos, receber uma visita, cozinhar, lavar, etc.
- Rodinha para conversação.
- Andar imitando um trenzinho, transpondo obstáculos, passando por baixo de mesas eu formarão um túnel, circundar objetos.
- Morto-vivo (jogo)
- Andando, chegar a um ponto determinado na sala, equilibrando um objeto na mão, na cabeça, etc.
- Brincadeiras com bolas, petecas, balões, água, massa para desenvolver a percepção tridimensional, a percepção de distância e orientação espacial.
- Ajudá-la no desenvolvimento do vocabulário, encorajando-a na identificação das atividades realizadas nas tarefas diárias.
- Ensiná-la a identificar as roupas que usa e os diferentes passos no processo de vestir e despir.
- Confecção de bandinha rítmica, para propiciar o canto acompanhado de instrumentos musicais.
- Exercícios para desenvolver a lateralidade ( andar em linha reta; curva; zigue-zague, andar em pistas limitadas com fita, etc...)
- Desenho espontâneo com lápis de cera.
- Fazer como se pedalasse uma bicicleta: pernas duras e flexionadas.
- Utilizar fantoches, teatro de máscaras, teatro de sombra para apresentação (histórias) às crianças.
- Corrida de cavalinho: fazer uma fila com as crianças e colocar pequenos obstáculos como latinhas, saquinhos de areia, espalhados pela área em círculo. Ao sinal de um apito, palmas, as crianças saem correndo procurando saltar os saquinhos.
- Imitar o pulo do sapo, do macaquinho, do coelhinho, o peixinho nadando, a minhoca se arrastando e o som de animais conhecidos.
- Desenhar um caracol no chão, as crianças devem andar em cima da linha, no sentido de ir e voltar.
- Manipulação de material de sucata.
- Conversar com as crianças ao máximo, aproveitando todos os momentos, tendo como temas sua família, seus brinquedos, seus amigos, suas brincadeiras.
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, teatro
de máscaras, teatro de sombra para apresentação (histórias) às crianças.
- Corrida de cavalinho: fazer uma fila com as crianças e colocar pequenos obstáculos como latinhas, saquinhos de areia, espalhados pela área em círculo. Ao sinal de um apito, palmas, as crianças saem correndo procurando saltar os saquinhos.
- Imitar o pulo do sapo, do macaquinho, do coelhinho, o peixinho nadando, a minhoca se arrastando e o som de animais conhecidos.
- Desenhar um caracol no chão, as crianças devem andar em cima da linha, no sentido de ir e voltar.
- Manipulação de material de sucata.
- Conversar com as crianças ao máximo, aproveitando todos os momentos, tendo como temas sua família, seus brinquedos, seus amigos, suas brincadeiras.
- Corrida de cavalinho: fazer uma fila com as crianças e colocar pequenos obstáculos como latinhas, saquinhos de areia, espalhados pela área em círculo. Ao sinal de um apito, palmas, as crianças saem correndo procurando saltar os saquinhos.
- Imitar o pulo do sapo, do macaquinho, do coelhinho, o peixinho nadando, a minhoca se arrastando e o som de animais conhecidos.
- Desenhar um caracol no chão, as crianças devem andar em cima da linha, no sentido de ir e voltar.
- Manipulação de material de sucata.
- Conversar com as crianças ao máximo, aproveitando todos os momentos, tendo como temas sua família, seus brinquedos, seus amigos, suas brincadeiras.
Brincadeiras com os sons:
musicalização para os pequenos
Música é linguagem e
forma de conhecimento.
Estamos em contato com ela todos os dias, em vários momentos, principalmente através do rádio, da TV, em gravações, jingles (músicas de propaganda), canções cantaroladas por aqueles com quem convivemos, entre outros.
Estamos em contato com ela todos os dias, em vários momentos, principalmente através do rádio, da TV, em gravações, jingles (músicas de propaganda), canções cantaroladas por aqueles com quem convivemos, entre outros.
A linguagem musical tem estrutura e características
próprias.
O contato da criança com a música se faz nas situações de convívio social, por meio de brincadeiras e manifestações espontâneas e pela intervenção de familiares e professores.
O contato da criança com a música se faz nas situações de convívio social, por meio de brincadeiras e manifestações espontâneas e pela intervenção de familiares e professores.
Neste universo expressivo e poético, quais os conteúdos da música adequados para
as crianças pequenas?
Música para os pequenos é um processo inicial de
descobertas e aprendizagem da linguagem musical e suas características,
vivenciadas no cotidiano.
De acordo com o RCNEI[1] [1998] sua presença no contexto da educação infantil se justifica na medida em que é uma das formas importantes de expressão humana. A música é expressa através de conexões do som, silêncios, afetos, leituras, vibração e sensações. São formas sonoras capazes de expressar e comunicar sensações, sentimentos e pensamentos, promovendo interação e comunicação social.
De acordo com o RCNEI[1] [1998] sua presença no contexto da educação infantil se justifica na medida em que é uma das formas importantes de expressão humana. A música é expressa através de conexões do som, silêncios, afetos, leituras, vibração e sensações. São formas sonoras capazes de expressar e comunicar sensações, sentimentos e pensamentos, promovendo interação e comunicação social.
§
O que pensar, então, para
organizar um percurso de musicalização para as crianças?
§
Quais situações de
aprendizagem são adequadas?
§
Podemos identificar
atividades iniciais que desenvolvam aspectos importantes da linguagem musical?
As crianças entram em contato com a cultura musical
desde muito cedo e assim começam a aprender as tradições musicais de seu
contexto. Cada comunidade familiar, bairro, cidade e região têm suas
características e peculiaridades. Em algumas, a música se faz especialmente
presente na vida diária e, ainda hoje, é tocada e dançada por todos, seguindo
costumes que respeitam as festividades e os momentos próprios a cada manifestação
musical.
É papel do professor desenvolver seu repertório
para possibilitar novas descobertas, oferecendo um ambiente rico em sons,
diferentes estilos musicais, ritmos, instrumentos e objetos sonoros,
brincadeiras e expressões. Assim o professor precisa conhecer muito para
identificar e correlacionar seu repertório com os interesses das crianças.
Porém, as crianças são sempre livres para traçar seus próprios caminhos e
escolher ou não participar das propostas.
São importantes, então, as situações de
aprendizagem que despertam, estimulam e desenvolvem o gosto da criança pela
atividade musical e atendem sua necessidade de expressão espontânea neste campo
de experiência. Lembramos, como exemplo, as várias brincadeiras infantis como:
brincar de roda, ouvir música, aprender uma canção, realizar brincadeiras
rítmicas com movimentos corporais, acompanhadas de palmas ou bater dos pés e os
tradicionais jogos de mãos[2] das crianças maiores etc.
Aprofundando o olhar para as diferentes e infinitas
propostas que podem ser trabalhadas, identificamos alguns dos aspectos do
desenvolvimento da criança:
§
a ESCUTA
§
a ATENÇÃO
§
a
PERCEPÇÃO de diferenças e semelhanças
§
a
IDENTIFICAÇÃO dos sons
BRINCADEIRAS DE ESCUTA E
EXPLORAÇÃO DE MATERIAIS
Dicas de propostas de situações lúdicas e
gradativas de aprendizagem com foco no desenvolvimento inicial da
sensibilização da escuta e da atenção.
§
Escutar
os ruídos do ambiente: num passeio pela área externa da creche, chamar a
atenção para um ruído de motor, ou o canto de um pássaro, pessoas conversando,
por exemplo;
§
Escutar
diferentes barulhos e sons: ao escutar um som, identificá-lo nomeando foi um
carro; é um avião; foi a campainha; são pessoas
etc.;
§
Escutar e
movimentar-se na direção da fonte sonora: fazer o som em diferentes lugares, na
sala ou área externa e as crianças movimentam-se nessa direção (“procurar de
onde vem o som!”);
§
§
Escutar
um ritmo e expressar-se com as mãos e os pés (batendo palmas, marcando o passo
etc.);
§
Escutar
um ritmo e movimentar-se espontaneamente de acordo (lentamente, rapidamente
etc.);
§
Papagaio:
fazer a imitação e repetição de sons, como por exemplo, sons de animais
(latidos, miados, grunhidos etc.), utilizando imagens;
§
Exploração
de diferentes fontes sonoras: pesquisar os sons do corpo, de instrumentos como
tambores, chocalhos, paus-de-chuva, guizos, objetos como garrafas, tampas,
potes plásticos [transformados em objetos sonoros].
De acordo com a professora de música Teca Alencar
de Brito:
A criança por natureza gosta de música, brinquedo,
poesia, por isso é importante levar até ela o que lhe interessa e o que já
conhece, e está presente nas suas brincadeiras, no canto de ninar (acalanto), e
em diversas atividades realizadas pelas crianças.
Sabemos que à medida que as crianças crescem e ampliam seu domínio sobre seus movimentos, o modo de expressão característico dessa faixa etária integra gesto, som e movimento. Para o professor de música Koellreutter o fazer musical acontece quando há interação entre a música e o ser. Portanto, aproximadamente a partir dos três anos, as brincadeiras com movimento são fonte de prazer, alegria e possibilidade efetiva para o desenvolvimento motor e rítmico, sintonizados com a música.
Sabemos que à medida que as crianças crescem e ampliam seu domínio sobre seus movimentos, o modo de expressão característico dessa faixa etária integra gesto, som e movimento. Para o professor de música Koellreutter o fazer musical acontece quando há interação entre a música e o ser. Portanto, aproximadamente a partir dos três anos, as brincadeiras com movimento são fonte de prazer, alegria e possibilidade efetiva para o desenvolvimento motor e rítmico, sintonizados com a música.
E música é cultura! Podemos citar dentre as
experiências de alguns povos, as crianças indígenas, quilombolas e mesmo as
crianças de comunidades musicais, como os filhos de integrantes de grupos de
manifestações Culturais – os diferentes Bois (Boi Bumbá, Boi de Mamão, etc.),
Congadas, Maracatus, Siriris, Jongo, Tambores e Escolas de Samba. Levante os
estilos e vocações musicais de sua região, pesquise junto com os seus pequenos
e até convide esses talentos para se apresentarem para as crianças. É muito
provável que haja identificação ou interesse por conhecer outras referências
dessa arte tão naturalmente humana.
OCEAN é um tambor artesanal que
ao ser movimentado lentamente dá a sensação de reproduzir o barulho das ondas
do mar. É possível fazer um objeto sonoro semelhante ao OCEAN:
- Material
§
Caixas
duras de papelão (de preferência com visor transparente – pode ser caixa de
pizza) ou de plástico
§
Sagu
§
Fita
adesiva e papeis coloridos para decoração
- Modo de fazer
§
Faça a
decoração da caixa
§
preencha
seu interior com quantidade suficiente de sagu para que o som fique o mais
semelhante possível do mar
§
Feche bem
a caixa com fita adesiva, fita dupla-face ou cola quente
Para saber mais, leia:
⇒Bibliografia:
RCNEI – Referencial Curricular Nacional para a
Educação Infantil. MEC/SEF, 1998. Volume 3: Conhecimento de mundo
Música na Educação Infantil: Propostas Para a Formação Integral da Criança de Teca Alencar de Brito
Música na Educação Infantil: Propostas Para a Formação Integral da Criança de Teca Alencar de Brito
Teca (Maria Teresa) Alencar de Brito é professora
de música, autora de diversos livros e artigos na área da educação musical e
produtora de vários CDs
⇒Notas:
[1] RCNEI – Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. MEC/SEF, 1998. Volume 3: Conhecimento de mundo.
[2] Os jogos de mãos, tradicionais e presentes em todas as culturas, caracterizam-se pelas brincadeiras rítmicas ou melódicas integrando texto e batimentos com as mãos, realizadas por duplas, trios ou quartetos de crianças. Exemplos: “Eu com as quatro”, “No velho Oeste”, “Fui à China” etc.[RCNEI].
[1] RCNEI – Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. MEC/SEF, 1998. Volume 3: Conhecimento de mundo.
[2] Os jogos de mãos, tradicionais e presentes em todas as culturas, caracterizam-se pelas brincadeiras rítmicas ou melódicas integrando texto e batimentos com as mãos, realizadas por duplas, trios ou quartetos de crianças. Exemplos: “Eu com as quatro”, “No velho Oeste”, “Fui à China” etc.[RCNEI].
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Afinal, o que é Arte na Educação Infantil?
Afinal, o que
é Arte na Educação Infantil?
O caminho de uma experiência de formação com
professores de creche e suas crianças nas atividades de artes visuais, revelou
questionamentos que provavelmente acompanham professores de outras creches. Que
tal se dividíssemos nossas reflexões aqui?
Após quase um ano de formação, qualificando o atendimento da creche,
adequando os serviços e trabalhando a transição para tornar-se uma creche
conveniada à prefeitura, chegamos à etapa de desenvolver conteúdos pedagógicos
específicos em serviço, com cada educador e sua turma. As professoras do
berçário tinham dúvidas sobre o que trabalhar na linguagem de artes visuais com
crianças tão pequenas.
Lançado o desafio, trouxemos uma proposta chamada Arte e os Sentidos
e na primeira atividade: EU APERTO, ESPREMO E SINTO TEXTURAS: MELECAS,
BEXIGAS E RECHEIOS.
Deixamos a sala com espaço livre, colocamos uma lona plástica no chão e
sobre ela dispomos em um canto bandejas com meleca de amido coloridas (veja
receita abaixo), cumbuquinhas e pazinhas. Em outro canto, colocamos bacias com
pequenas bexigas coloridas, algumas cheias com um pouco de farinha e outras com
um pouco de água.
Fizemos a introdução da atividade, o desenvolvimento e o encerramento
(veja o planejamento no quadro) com crianças e professoras envolvidas e
dedicadas por mais de uma hora.
A pesquisa foi intensa. Parte da turma dedicou-se à mistura de amido e
lá permaneceu. Explorou a textura, os movimentos de escorrer, passar no corpo,
a dureza, a viscosidade e a transferência para os recipientes.
Outras crianças, ainda tímidas à pesquisa mais íntima de materiais
viscosos, dedicaram-se de imediato às bexigas coloridas e as sensações de
diferentes durezas ao serem apertadas e espremidas. Puderam transferí-las entre
recipientes de diferentes tamanhos e, por final, descobriram seus recheios
quando perceberam que as bexigas podiam ser rompidas. Sutilmente, uma nova
combinação foi introduzida na atividade e a água com farinha, mais rígida e
grudenta, surgiu para algumas crianças.
Na segunda proposta levamos tintas e diferentes “pintadores” e papeis:
EU EXPERIMENTO PINTAR: olha o que consigo!
Forramos o chão com lona plástica e, sobre ela, folhas de papel
vermelho, amarelo e azul. Colocamos uma bandeja de tinta de cor contrastante
perto de cada grupo de papel e um tipo de “pintador”. Aquecemos o foco das
crianças e apresentamos os materiais permitindo que explorassem os diferentes
pinceis antes de colocar as tintas.
A atividade se desenvolveu com interesse e as crianças pintaram mais a
si mesmas do que os papeis. Exploraram as esponjas, os rolinhos, os pinceis
grossos, as escovinhas de dentes molhadas com tinta e as estopas molhadas.
Algumas levaram mais de 20 minutos passando os “pintadores” nos pés, mãos e rosto,
sentido a textura e percebendo a tinta colorindo seus corpos.
No final, tínhamos os registros das fotos, as anotações e as marcas da
intensidade emocional nos corações.
Mas… passados os momentos vivos … ficou a dúvida. Brotaram os
questionamentos na cabeça das educadoras. Um incômodo que não quer calar:
O que de fato aconteceu?
Cadê a atividade de Artes?
O que as crianças pintaram?
Importantíssimas colocações pedem reflexão!
Como acontece a Arte na Educação Infantil?
O que é esperado para as crianças de 1 a 2 anos de
idade?
O que é Arte afinal?
Podemos começar pelos documentos legais, pesquisando este assunto nos
Referenciais e Orientações Curriculares da Educação Infantil.
Segundo as Orientações Curriculares: Expectativas de Aprendizagens e Orientações
Didáticas para Educação Infantil, SP, 2007, a expressividade pressupõe,
acima de tudo, muita pesquisa e experimentação, e uma grande familiaridade com
os materiais e processos que estão implicados nos diferentes fazeres
artísticos. (…) Os processos de criação das crianças têm absoluta
prioridade na atenção dos professores, e não o produto final daqueles
processos. As crianças trabalham a partir de proposições externas (do
professor, por exemplo) e de proposições pessoais. (…) A experiência
expressiva não depende de uma busca desenfreada a fazer mais e mais. Tão
importante quanto fazer, é ver, apreciar, fruir. O tempo de fazer deve ser
equilibrado com o tempo de olhar, pensar, imaginar e conhecer processos de
produção.(…) Também apresentar e deixar que conheçam novos materiais e
diferentes usos e combinações dos mesmos é motivo de investigação criadora: uma
ideia leva a outra e assim elas seguem pesquisando e descobrindo efeitos que
não lhes foram ensinados anteriormente.
A expressão infantil nas artes visuais acontece em experiências que
começam de forma exploratória, isto é, os pequenos agem sobre os materiais
descobrindo suas possibilidades por meio de:
§
derramar,
§
arranhar,
§
escorrer,
§
borrifar,
§
sobrepor
em camadas,
§
raspar,
§
imprimir,
§
espremer,
§
ver pingar,
§
apertar,
§
cutucar,
§
tocar,
§
mergulhar
etc
Essas ações precisam ser repetidas pelas crianças até se transformarem
em situação conhecida. Satisfeitas com a interação com os materiais e propostas
é que as crianças começam a construir uma vivência artística e criativa mais
profunda. É, por exemplo, usando pincéis, tintas e diferentes suportes
repetidas vezes que elas se apropriam do fazer e começam a ter intencionalidade
na ação de realizar as marcas. Aí surgem os primeiros desenhos e,
posteriormente, as narrativas que acompanham as produções.
O documento ressalta também a ideia de organização do cotidiano da
creche como atividade permanente, esclarecendo que é aquela que
acontece com regularidade (diariamente, uma ou duas vezes por semana, etc.) ao
longo de anos. Ela assegura que as crianças tenham mais de uma oportunidade de
vivenciar certas experiências que necessitam de mais tempo e de regularidade
para apropriação.
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
Infantil, 2010, as propostas pedagógicas das instituições de Educação
Infantil deverão assegurar, entre outras questões, a indivisibilidade das
dimensões expressivo-motora, afetiva, cognitiva, linguística, ética,
estética e sociocultural da criança.
Assim, o professor pode perceber os diversos campos de experiência das
crianças ao propor uma atividade ou registrar seu desenvolvimento. Mas, na
ótica da infância, as experiências não podem ser separadas. Uma atividade no
campo das Artes acessa conhecimentos de espacialidade, contraste de cores e
tamanhos, por exemplo. Ao desenhar, crianças a partir de dois anos já podem
pensar numa narrativa para sua produção. São vários campos sendo trabalhados ao
mesmo tempo, sempre!
Uma proposta realizada nesta formação, com uma turma de 3 anos e suas
professoras é outro exemplo desse processo de apropriação e desenvolvimento da
linguagem artística visual.
Para trabalhar espacialidade e composição tridimensional fizemos uma
proposta de duas atividades conectadas: EXPERIÊNCIAS COM O ESPAÇO: TESTANDO A
TRIDIMENSIONALIDADE (veja o planejamento no quadro).
Na primeira etapa, a proposta consistia em pintar embalagens de papelão
com guache (apenas azul, vermelho e amarelo estavam disponíveis) e pinceis e
rolinhos. Em outro dia, com as caixas pintadas e secas, a proposta foi fazer
construções (e destruições!).
Percebemos, no entanto, que as crianças dessa turma
não escolhiam a cor da tinta (qualquer cor servia para a pintura), não faziam
desenhos e só queriam preencher os espaços do papel, muitas delas passaram do
papel para pintar partes do corpo.
Esses indícios são típicos de crianças com pouca
vivência com materiais plásticos e expressividade. Portanto, não é uma relação
com a idade, mas com a vivência.
Sabemos reconhecer o que as crianças
já sabem, como se expressam, o que gostam de produzir?
Como é o olhar e o escutar do
professor para identificar a intenção e o prazer que estão por trás de cada
gesto, traço e movimento das crianças?
Podemos pesquisar formas de
contribuir com o desenvolvimento da pesquisa e da experimentação delas?
As percepções e o diálogo com os pequenos, quando
se transformam em informações para o professor, tornam mais provável acertar ao
propor desafios que façam sentido para as crianças. Nesse contexto é possível
aguçar a curiosidade com novas formas de apresentar os materiais, organizar o
ambiente desafiando os sentidos ou propor novas combinações de materiais, como
usar riscadores com suportes inéditos para os pequenos, por exemplo.
O documento ORIENTAÇÕES CURRICULARES Expectativas
de Aprendizagens e Orientações Didáticas de 2007, São Paulo, enfatiza que a
“expressividade pressupõe, acima de tudo, muita pesquisa e experimentação
[...]”, o que se traduz na prática do professor, em organizar os tempos e espaços
para que a pesquisa e a experimentação aconteçam, com variedade de materiais,
com tempo suficiente e escolha da criança, de forma individual ou
coletivamente.
A artista e arte-educadora dinamarquesa Anna Marie Holm, em recente
visita à São Paulo, destacou a postura do educador em um de seus encontros: Arte
com as crianças é um momento e precisamos aprender a estar nesse momento. A
história desse momento é que pode ser o produto, quando este acontecer.
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LIVRO ESTIMULA BRINCADEIRAS PARA
CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA
Publicado
pelo Instituto Mara Gabrilli (IMG), o livro “Brinquedos e Brincadeiras
Inclusivos” será lançado durante a Reatech, em São Paulo, com uma série de
oficinas para pais e educadores.
Incorporar
ao cotidiano de pais e educadores a criação de brincadeiras e a produção de
brinquedos adaptados para crianças com deficiência é o objetivo do livro
“Brinquedos e Brincadeiras Inclusivos”. Lançamento do Instituto Mara Gabrilli
(IMG), a publicação traz em linguagem simples e conteúdo bem produzido o
passo-a-passo para adaptar 43 brinquedos e 25 brincadeiras para estimular
qualquer pessoa a criar, aprender e ajudar crianças de todas as idades a
desenvolver suas capacidades.
Com
patrocínio da Sanofi, o livro será lançado com uma série de oficinas que serão
realizadas durante a Reatech - Feira Internacional de Tecnologias em
Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, que acontece em São Paulo, entre 9 e
12 de abril.
“Estimular
o brincar, desde a produção do brinquedo até o exercício da brincadeira
propriamente dita é proporcionar bons momentos de diversão, lazer, estímulo
sensorial e criativo e interação social. É dar à criança a oportunidade de
crescer e se desenvolver de maneira saudável em uma linguagem natural para ela
e num ambiente lúdico”, afirma a fundadora do IMG, Mara Gabrill. Ela lembra que
é por meio da diversão que a criança desenvolve características como
criatividade, inteligência, imaginação, agilidade, coordenação e autonomia. “No
caso da criança com deficiência o despertar dessas habilidades é fundamental
para um futuro mais autônomo”, finaliza Mara.
Elaborado
pela equipe do IMG com consultoria da terapeuta ocupacional Andréa Rossettini,
o livro parte do princípio que brincar não tem idade, não tem fronteiras e nem
espaço para preconceito e discriminação. Todos os 43 brinquedos, entre eles os
tradicionais boliche, cai-não-cai e jogo da memória, e as 25 brincadeiras, como
adoletá, telefone sem fio e o mestre pediu, são universais, inclusivos e
permitem a participação de quem quiser brincar ou quiser ajudar na brincadeira.
Além disso, a confecção é feita com materiais recicláveis e de baixo custo e
pode ser realizadas em casa.
Oficinas
Brinquedos e Brincadeiras Inclusivos - Para lançar o livro “Brinquedos e Brincadeiras
Inclusivos”, o Instituto Mara Gabrilli (IMG), promove uma série de oficinas, na
Reatech - Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade,
que acontece em São Paulo, entre 9 e 12 de abril. Elas acontecem uma vez por
dia, nos dias 10 a 12 de abril das 15 às 17 horas (ver serviço abaixo). Durante
as oficinas a terapeuta ocupacional Andréa Rossettini, consultora na elaboração
do livro, dará dicas de adaptação de brinquedos e brincadeiras para crianças
com diversas deficiências. Ela também irá ensinar na prática a confecção de
alguns dos brinquedos e a criação de algumas das brincadeiras apresentadas no
livro.
“A partir
da incorporação de valores de acessibilidade, inclusão e respeito à diversidade
e do estabelecimento de premissas como equidade e autodeterminação, o
desenvolvimento de propostas inclusivas aos poucos se torna automático e
natural”, afirma a coordenadora geral do IMG, Camila Benvenuto, explicando que
as oficinas também abordarão as premissas básicas do livro, que são: respeitar
o tempo de cada um e o conhecimento de cada pessoa, combinar com os
participantes a melhor forma de tornar a brincadeira inclusiva e proporcionar a
mesma oportunidade de experiência para todos os participantes.
Voltada
para pais e profissionais de atendimento à pessoa com deficiência, as três
edições da oficina são gratuitas, com duração de duas horas e capacidade para
40 pessoas. Todos os participantes da oficina ganham uma edição do livro
“Brinquedos e Brincadeiras Inclusivos”.
Quem
tem filhos pequenos sabe que um dos maiores desafios é conseguir ocupá-los nos
tempos livres, com atividades criativas e lúdicas – o que leva muitas vezes os
pais a investirem bastante dinheiro em jogos e brinquedos que, ao fim de pouco
tempo, deixam de ser novidade para as crianças e ficam arrumados nas
prateleiras. No entanto, a verdade é que basta um pouco de tinta e de
imaginação para que uma tarde em casa seja repleta de diversão!
1.
Vamos fazer tinta!
Fazer tintas caseiras
é uma daquelas atividades em que os esforços das crianças resultam numa
brincadeira bastante engraçada e divertida. Para isso, apenas precisa de 3 colheres de chá de
açúcar, ½ colher de chá de sal, 2 copos de água, ½ copo de amido de milho,
corantes alimentares e pequenos frascos de conservação ou de iogurte. Reunido o
material, será então hora de meter mãos à obra e de pôr a pequenada a fabricar
as suas próprias tintas: junte o açúcar, o sal, o amido de milho e a água num
tacho e leve ao lume, misturando até se formar um creme homogéneo. Depois, é só
deixar arrefecer e distribuir a mistura nos frascos, onde irá adicionar os
corantes alimentares, que lhe irão atribuir as cores que desejarem.
2.
Pintura com os dedos
Se
há coisa de que as crianças gostam é de sujar as mãos com tinta. Por isso,
compre algumas telas e deixe que os seus filhos deem largas à imaginação,
fazendo das suas mãos os pincéis com que irão criar verdadeiras obras de arte. Terminadas as
pinturas, podem fazer uma exposição nas paredes da sala ou oferecer algumas das telas aos
familiares mais próximos.
3.
Pegadas divertidas
As
crianças vão adorar e divertir-se bastante com esta atividade, sendo que só o
fato de pintarem os pés com tinta já irá causar o maior impacto! Deixe muitos
papéis ou jornais velhos espalhados pelo chão e divirta-se com as crianças, a
estampar os pés vezes sem conta, criando pinturas verdadeiramente abstratas.
4.
Pintura com os pés
Agora
que os pequenos pés já estão sujos, que tal fazer uma pintura usando apenas os
pés das crianças? Aqui, elas terão de pintar diretamente com um pincel que será
colocado nos dedos dos pés – prometem-se horas de gargalhada total!
5.
Desenho mágico com guaches
Qual
é a criança que não gosta de um verdadeiro truque de magia? Por isso, convide
os mais pequenos a pegar numa folha branca e a fazer um desenho com um giz
branco – que, à primeira vista, não deixará qualquer marca. A seguir, a folha
deverá ser pintada com guaches: o desenho inicialmente pintado irá aparecer por
baixo das cores, como um verdadeiro truque de magia!
6.
Guerra de balões de tinta
Se for verão e a sua
casa tiver um espaço exterior, esta vai ser a atividade preferida das crianças. Encha balões de água com tintas
laváveis e convide os miúdos a vestirem os seus fatos de banho. Depois, informe
que vai dar início a uma guerra de balões, que devem ser rebentados nos corpos,
pintando-os assim de todas as cores.
7.
Pintura com moldes
Arranje
uma esponja grande e corte-a em pequenos moldes de formas variadas: corações,
flores, casas ou animais. Depois, é só molhar cada molde em boiões de tinta e
aplicá-los numa folha de papel branco para criar pequenas obras de arte.
8.
Pinturas faciais
Não
há criança que não goste de pinturas faciais. Por isso, compre alguns boiões de
tintas para o rosto (encontram-se facilmente na maioria das lojas de
puericultura) e inspire-se em sites
que demonstram como fazer pinturas faciais em crianças, caso deste vídeo. A seguir, é só dar largas à
imaginação e transformar qualquer menina numa Hello Kitty ou um menino num
homem aranha. Uma atividade que
pode ainda ser incorporada nas festas infantis!
9.
Identificação de cores com tinta
Esta
é uma atividade muito interessante para estimular a memória das crianças, principalmente
na altura em que se encontram a aprender os nomes das cores. Use figuras e peça
às crianças para as pintarem com a cor que especificar, estimulando assim não
só a coordenação motora, como também o desenvolvimento cognitivo dos mais
novos.
10.
Pintura de canecas personalizadas
E
aqui terá um verdadeiro “dois em um”: as crianças divertem-se e os pais obtêm
as prendas ideias para ofereceram aos avós no Natal ou nos seus aniversários.
Compre algumas canecas brancas, incentive as crianças a decorá-las com os mais
diversos tipos de tintas e surpreenda-se com o orgulho que elas vão sentir por
terem produzido elas mesmas os presentes que vão oferecer às pessoas que lhes
são mais queridas.
Depois
destes conselhos, ainda julga difícil entreter as crianças em casa?
Arriscamo-nos a dizer que, com criatividade e tintas, a diversão não será
apenas para os mais novos!
Exploração de texturas e melecas
Publicado
por
Nova
escola
Objetivo(s)
- Explorar texturas de tintas e
melecas.
- Utilizar diferentes instrumentos para pintura.
- Utilizar diferentes instrumentos para pintura.
Ano(s)
Creche
Tempo
estimado
Durante
todo o ano, ao menos uma vez por semana.
Material
necessário
Bacias grandes, utensílios de cozinha como
coadores, espátulas, colheres, escumadeiras, pratinhos e vasilhas de diferentes
tamanhos. Pincéis, brochinhas, rolinhos de pintor, esponjas e suportes grandes,
como papéis, tecidos lisos, plásticos e caixas de papelão. Farinha de trigo,
gelatina em pó com cores fortes, amido de milho, corante comestível (anilina) e
natural, feitos com frutas e geleias, para preparar tintas e massas (para cada
xícara de água morna, acrescente uma de amido de milho e um pacote de gelatina.
É possível variar a densidade da meleca acrescentando mais água ou mais
farinha. Para mudar as cores, acrescente o corante.
Desenvolvimento
1ª
etapa
As experimentações com as tintas podem ocorrer na
sala, em uma oficina de artes ou em espaços externos. Monte o local deixando à
mão tudo o que será necessário para o andamento da proposta, pois assim você
pode ficar mais atento às crianças e suas explorações. Forre o piso (se estiver
num espaço de uso coletivo ou sala) e ofereça papéis no chão, na mesinha ou na
parede para que deixem marcas. Coloque o material ao alcance de todos e deixe
as crianças de fraldas ou roupas que possam sujar. Planeje também como será a
arrumação ao fim da atividade: onde serão colocadas as produções? Quem ajudará
na limpeza e no atendimento às crianças? Quem documentará a atividade? Planeje
como mostrar os primeiros resultados da atividade, incluindo as fotos, às
famílias. Assim, todos poderão participar, mesmo que indiretamente.
2ª
etapa
Apresente os materiais aos bebês. É importante que
eles diferenciem os momentos de trabalho daqueles de alimentação. Por isso, não
os incentive a comer durante as atividades, mesmo que os materiais sejam
comestíveis. Mostre o que poderão fazer com as tintas. Inicie utilizando apenas
água e depois amplie para misturas e melecas, como massas de amido ou farinha
com corantes ou gelatinas. Ao acrescentar uma cor forte, pergunte: "Estão
vendo como a cor mudou?" Para os mais crescidos, é possível introduzir
terra, areia, folhas e sementes. Se fizer uma tinta de gelatina, por exemplo,
deixe que cheirem, toquem e brinquem. É importante que eles se familiarizem com
os materiais de apoio antes de a atividade começar - uma bacia pode ser tão
interessante quanto seu conteúdo. O foco da atividade, porém, deve ser
exploração de texturas.
3ª
etapa
Convide o grupo a explorar as propriedades e
possibilidades dos materiais. É possível organizar, por exemplo, uma atividade
para explorar texturas de determinado material ou então uma para que os
pequenos utilizem mais um tipo de instrumento, como o pincel, a brochinha e o
rolinho de pintor. Nesse momento, diga: "Veja como com o rolinho você
pinta uma área maior. Com o pincel, só dá para fazer um risco". Vale
testar também as diferenças entre pintar com as mãos, que dá mais controle, ou
com os pés, com pincéis e rolinhos, que tendem a ser mais difíceis de
controlar.
Avaliação
Observe atentamente durante todo o processo. Isso
dará indícios de como propor as próximas atividades. Em alguns casos, vale
fazer pautas de observação individual, pois cada criança pode apresentar formas
muito distintas de aproximação dos materiais: algumas se lambuzam logo no
primeiro dia e aos poucos vão se concentrando em explorações mais definidas.
Outras demoram mais tempo para se soltar e há ainda as que insistem em
pesquisas específicas de cores, misturas ou ocupação dos suportes etc. No dia
seguinte ao trabalho, retome com o processo documentado, conversando com todos
para ver se lembram de quais os materiais e utensílios foram usados em cada
atividade.
Flexibilização
Para trabalhar com bebês com deficiência física nos
membros superiores, envolva os rolinhos e os pincéis em espuma. Isso vai ajudar
os pequenos a ter mais firmeza na hora de fazer as primeiras pinturas. Você
pode fixar papeis em pranchetas inclinadas e colocar em frente ao bebê ou fazer
com que a criança crie suas próprias estratégias para pintar nos papeis fixados
no chão. Estimule que ela pinte com os pés junto dos colegas e deixe as tintas
em lugares acessíveis e próximos da criança com deficiência. Os outros bebês
também ajudam a criança a segurar alguns objetos ou alcançar os potes de tinta.
Deficiências
Física
A importância das atividades lúdicas no universo da educação
infantil
Na Idade Média, os jogos eram basicamente
destinados aos homens, visto que as mulheres e as crianças não eram
consideradas cidadãos e, por conseguinte, estando sempre à margem, não
participavam de todas as atividades organizadas pela sociedade. Porém, em
algumas ocasiões nas quais eram realizadas as festas da comunidade, o jogo
funcionava como um grande elemento de união entre as pessoas.
O renascimento vê a
brincadeira como conduta livre que favorece o desenvolvimento da inteligêncio e
facilita o estudo. Por isso, foi adotada como instrumento de aprendizagem de
conteúdos escolares. Para se contrapor aos processos verbalistas de ensino, à
palmatória vigente, o pedagogo deveria dar forma lúdica aos conteúdos.
Desde os primórdios
da colonização a criança brasileira vem sendo ninada com cantigas de origem
portuguesas. E grande parte dos jogos tradicionais popularizados no mundo
inteiro como, jogo o de saquinho (ossinho), amarelinha, bolinha de gude, jogo
de botão, pião e outros, chegou ao Brasil, sem dúvida por intermédio dos
primeiros portugueses. Posteriormente, no Brasil receberam novas influencias
aglutinando-se com outros elementos folclóricos como, o do povo negro e do
índio.
independente do tempo histórico; o ato de
brincar possibilita uma ordenação da realidade, uma oportunidade de lidar com
regras e manifestações culturais, além de lidar com outro, seus anseios,
experimentando sensações de perda e vitória.
Brincar é visto como um mecanismo psicológico
que garante ao sujeito manter certa distância em relação ao real, fiel na
concepção de Freud, que vê no brincar o modelo do princípio de prazer oposto ao
princípio da realidade. Brincar torna-se o arquétipo de toda atividade cultural
que, como a arte, não se limita a uma relação simples como o real. (O Brincar e
suas teorias, 2002, p.19)
Concepções como
essas apresentam o defeito de não levar em conta a dimensão social da atividade
humana que o jogo, tanto quanto outros comportamentos não podem descartar.
Brincar não é uma dinâmica interna do indivíduo, mas uma atividade dotada de
uma significação social precisa que, como outras, necessitam de aprendizagem.
(O Brincar e suas teorias, 2002, p.20)
Há, portanto, estruturas preexistentes que
definem a atividade lúdica em geral, e cada brincadeira em particular, e a
criança as aprende antes de utiliza-la em novos contextos, sozinha, ou em
brincadeiras solitárias, ou então com outras crianças. (O Brincar e suas
teorias, 2002, p.22)
Sustenta que a
repreensão e a ausência de liberdade à criança impedem a ação estimuladora da
atividade espontânea, considerada elemento essencial no desenvolvimento físico,
intelectual e moral. (O Brincar e suas teorias, p.60)
Pela reiteração do termo brincar quero
sublinhar o caráter caprichoso e gratuito destas atividades, em que o adulto
propõe mas não impõe, convida mas não obriga, mantém a liberdade através da
oferta de possibilidades alternativas. (O Brincar e suas teorias, p. 117)
Dento do contexto social brasileiro, a
oportunização do brincar assumiu, através da brinquedoteca, características
próprias, voltadas para a necessidade de melhor atender as crianças e as famílias
brasileiras. Como consequência deste fato, seu papel dentro do campo da
educação cresceu e hoje podemos afirmar, com segurança, que ela é um agente de
mudança do ponto de vista educacional.
A Brinquedoteca é um espaço preparado para
estimular a criança a brincar, possibilitando o acesso a uma grande variedade
de brinquedos, dentro de um ambiente especialmente lúdico. É um lugar onde tudo
convida a explorar, a sentir, a experimentar.
brinquedo industrializado é projetado pelo
adulto para a criança, conforme concepção que o adulto possui, não cabendo a
criança criar ou acrescentar nada e, em muitos momentos, devido ao alto custo
do objeto, nem mesmo brincar com liberdade. Quando o brinquedo é oferecido como
prova de status, para satisfazer a vaidade do adulto, as recomendações quanto
ao uso são tantas, que restringem a atividade lúdica.
Brinquedos e brincadeiras aparecem com
significações opostas e contraditórias: a brincadeira é vista como uma ação
livre, já o brinquedo expressa qualquer objeto que serve de suporte para as
brincadeiras livre ou fica atrelado ao ensino de conteúdos escolares.
Carregando...
do pensamento infantil. É brincando e jogando
que a criança revela seu estado cognitivo, visual, auditivo, tátil, motor, modo
de aprender e entrar em uma relação cognitiva com o mundo.
O espaço lúdico não precisa ficar restrito a
quatro paredes, ao contrario, deve fluir por todo o ambiente, dentro e fora das
classes. Um dos objetivos desse espaço é favorecer o encontro de crianças, para
brincar, jogar, fazer amigos, propiciar a convivência alegre e descontraída dos
frequentadores.
as contribuições das atividades lúdicas no
desenvolvimento integral indicam que elas contribuem poderosamente no
desenvolvimento global da criança e que todas as dimensões estão
intrinsecamente vinculadas: a inteligência, a afetividade, a motricidade e a
sociabilidade são inseparáveis, sendo a afetividade a que constitui a energia
necessária para a progressão psíquica, moral, intelectual e motriz da criança.
A brincadeira cria
para as crianças uma “zona de desenvolvimento proximal” que não é outra coisa
senão a distância entre o nível de desenvolvimento real, determinado pela
capacidade de resolver independentemente um problema, e o nível de
desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema sob
a orientação de um adulto ou com a colaboração de um companheiro mais capaz.
A criatividade e a imaginação estão
enraizadas no brincar de todas as crianças pequenas e, portanto, são partes do
repertório de todas as crianças, não de minorias talentosas. Ela diz
enfaticamente que elas constituem a base da verdadeira educação.
O brinquedo não se constitui numa aprendizagem
do trabalho. Ele não prepara um ofício definido, mas admite que pode introduzir
na vida em seu conjunto geral fazendo crescer as capacidades de superar os
obstáculos ou de enfrentar dificuldades.
²
Mestre em Gestão e Desenvolvimento Regional, Especialista em Gestão
Educacional, Graduada em Pedagogia, Professora nas Instituições: Universidade
Federal Rural da Amazônia- UFRA, Escola Superior Madre Celeste - ESMAC ;
Faculdades Integradas Ipiranga. mgstneves@gmail.com
COMO DESENHAR NO ESPAÇO
O que fazer quando
algumas crianças terminam a atividade antes do que as outras?
Deixá-las
simplesmente esperando ou apressar o restante da turma não é a solução. Conheça
propostas inteligentes para entreter a garotada sem atrapalhar a rotina
ATIVIDADES PARALELAS Na EMEB Olavo Bilac, em São Bernardo
do Campo, quem termina a atividade primeiro (à
direita) tem livros e jogos para ler e brincar enquanto espera os
colegas que ainda estão trabalhando com o auxílio da educadora (à esquerda).
Não se trata de falta de planejamento. O ritmo com que os pequenos
realizam as propostas que você apresenta faz com que o dia não se desenrole em
um compasso perfeito, a ponto de todo mundo fazer a mesma coisa ao mesmo tempo.
É claro que organizar as atividades prevendo a duração de cada uma delas é algo
a que o educador tem de se dedicar. Porém tão importante quanto isso é planejar
sugestões para quem termina as tarefas primeiro com intencionalidade. Isso quer
dizer não eleger qualquer coisa somente para distrair a turma, e sim pensar em
trabalhos significativos e nas habilidades a serem aprimoradas por meio deles.
Pedir que as crianças esperem os colegas terminar o que estão fazendo não é uma opção (embora muitas sejam submetidas a isso na Educação Infantil). "Se não têm o que fazer, elas ficam entediadas e atrapalham os demais. A situação foge do controle", explica Maria Carmen Barbosa, docente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
As atividades de transição (ou de passagem) são válidas não só para organizar o tempo como também para as crianças aprenderem a esperar e respeitar o ritmo dos outros. Ambas as habilidades devem ser construídas aos poucos, tendo sempre você como mediador. Na EMEB Olavo Bilac, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, a turma já está habituada a elas.
"Com a opção de uma atividade paralela, ninguém tem de abandonar a tarefa incompleta só porque alguns colegas já a concluíram", diz Maévi Nono, professora da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). Confira o que e quando propor, quais os encaminhamentos, o que observar e o que evitar.
Pedir que as crianças esperem os colegas terminar o que estão fazendo não é uma opção (embora muitas sejam submetidas a isso na Educação Infantil). "Se não têm o que fazer, elas ficam entediadas e atrapalham os demais. A situação foge do controle", explica Maria Carmen Barbosa, docente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
As atividades de transição (ou de passagem) são válidas não só para organizar o tempo como também para as crianças aprenderem a esperar e respeitar o ritmo dos outros. Ambas as habilidades devem ser construídas aos poucos, tendo sempre você como mediador. Na EMEB Olavo Bilac, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, a turma já está habituada a elas.
"Com a opção de uma atividade paralela, ninguém tem de abandonar a tarefa incompleta só porque alguns colegas já a concluíram", diz Maévi Nono, professora da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). Confira o que e quando propor, quais os encaminhamentos, o que observar e o que evitar.
OPÇÕES
ESCOLHIDAS COM INTENCIONALIDADE Brinquedos e massinha são boas ideias para as
atividades de passagem desde que o educador tenha objetivos claros ao
ofertá-los aos pequenos. Vale observar as escolhas deles, se preferem brincar
sozinhos ou em grupo e como manipulam as peças.
O que propor Se a sala tem espaços diferenciados, como o canto
dos brinquedos e o da biblioteca, vale liberar os pequenos para se divertir neles.
Disponibilize também quebra-cabeças, livros, gibis, fantoches, massinha, papel
e lápis de cor para desenhar e jogos de montar, entre outros. Na EMEB Olavo
Bilac, a educadora Márcia Regina Marques guarda esses materiais em caixas que
ficam ao alcance de todos da pré-escola. "Dependendo do número de
crianças, organizo um ou dois grupos, não mais do que isso, e distribuo algumas
opções", ela explica.
Quando propor Esse tipo de atividade deve ser apresentada não só como uma alternativa enquanto a turma aguarda um novo desafio. Existem outros momentos que requerem propostas paralelas: os imprevistos (uma criança se machuca e precisa de cuidados) e as tarefas individuais (como escovar os dentes).
Encaminhamentos Quando a maioria dos pequenos acabar a tarefa, diga que eles podem brincar um pouco enquanto esperam os demais, mas sem atrapalhá-lhos. Indique o material que pode ser usado e o distribua ou libere o grupo para pegá-lo. Explique que, quando a atividade principal for terminada por todos, a rotina deverá ser retomada. "É uma oportunidade para as crianças construírem a noção de que formam um grupo que trabalha junto a maior parte do tempo", diz Maria do Rosário de Souza, da EPG Olavo Bilac, em Guarulhos, na Grande São Paulo.
O que observar Mesmo acompanhando mais de perto os que ainda estão realizando a atividade principal, não deixe de prestar atenção nas crianças que estão lendo ou brincando. Maria Carmen explica que o momento de transição é muito importante para analisar quais os interesses dos pequenos, como eles interagem uns com os outros e se têm mais autonomia.
O que evitar É desaconselhável oferecer várias opções para não dividir a criançada e apresentar livros ou jogos desconhecidos. "A turma não pode depender 100% do educador para brincar, já que ele deve estar mais direcionado a quem ainda não terminou a atividade principal", diz Daniela Munerato, orientadora educacional da Educação Infantil na Escola da Vila, em São Paulo.
Quando propor Esse tipo de atividade deve ser apresentada não só como uma alternativa enquanto a turma aguarda um novo desafio. Existem outros momentos que requerem propostas paralelas: os imprevistos (uma criança se machuca e precisa de cuidados) e as tarefas individuais (como escovar os dentes).
Encaminhamentos Quando a maioria dos pequenos acabar a tarefa, diga que eles podem brincar um pouco enquanto esperam os demais, mas sem atrapalhá-lhos. Indique o material que pode ser usado e o distribua ou libere o grupo para pegá-lo. Explique que, quando a atividade principal for terminada por todos, a rotina deverá ser retomada. "É uma oportunidade para as crianças construírem a noção de que formam um grupo que trabalha junto a maior parte do tempo", diz Maria do Rosário de Souza, da EPG Olavo Bilac, em Guarulhos, na Grande São Paulo.
O que observar Mesmo acompanhando mais de perto os que ainda estão realizando a atividade principal, não deixe de prestar atenção nas crianças que estão lendo ou brincando. Maria Carmen explica que o momento de transição é muito importante para analisar quais os interesses dos pequenos, como eles interagem uns com os outros e se têm mais autonomia.
O que evitar É desaconselhável oferecer várias opções para não dividir a criançada e apresentar livros ou jogos desconhecidos. "A turma não pode depender 100% do educador para brincar, já que ele deve estar mais direcionado a quem ainda não terminou a atividade principal", diz Daniela Munerato, orientadora educacional da Educação Infantil na Escola da Vila, em São Paulo.
Tem criança na cozinha!
A EQUIPE DA COZINHA EM PARCERIA COM AS PROFESSORAS LUCIANE E ARIANE ESTÁ
DESENVOLVENDO O PROJETO DE CULINÁRIA COM AS TURMAS G5 A E B, A IDEIA É PREPARAR
COM AS CRIANÇAS AS RECEITAS QUE MAIS GOSTAM DO CARDÁPIO DA CRECHE E AO FINAL DO
PROJETO PUBLICAR UM LIVRO DE RECEITAS.
NO PRIMEIRO ENCONTRO REALIZAMOS UMA RODA DE CONVERSA COM AS CRIANÇAS
FALANDO SOBRE AS RECEITAS, LIVROS DE RECEITAS E O QUE ELES SABIAM SOBRE
COZINHAR, DEPOIS ELES CONHECERAM A COZINHA DA CRECHE.
A INCLUSÃO DAS CRIANÇAS EM AÇÕES DO COTIDIANO E O ENVOLVIMENTO COM
ALIMENTAÇÃO FAVORECEM A CONSTRUÇÃO DE HÁBITOS ALIMENTARES SAUDÁVEIS E A RELAÇÃO
POSITIVA DAS CRIANÇAS COM OS ALIMENTOS.
COMPREENDER O PROCESSO DE PREPARO DOS ALIMENTOS QUE CHEGAM PRONTOS ATÉ A
MESA FAZ COM QUE AS CRIANÇAS VALORIZEM E SE INTERESSEM PELOS PROFISSIONAIS
ENVOLVIDOS NESTA TAREFA DIÁRIA.
ALÉM DA RELAÇÃO COM O PRÓPRIO ALIMENTO, PREPARAR E OFERECER DIFERENTES
RECEITAS PARA OUTRAS CRIANÇAS É UM ATO DE GENTILEZA. ESCOLHER UMA RECEITA QUE
GOSTAM, PENSAR NO PREPARO, COLHER ERVAS NA HORTA, TUDO ISSO GERA UM CLIMA
RESPEITOSO E ACOLHEDOR.
O RESGATE DAS RECEITAS FAZ PARTE DAS CELEBRAÇÕES
DOS 30 ANOS DA CRECHE.
RELATO DE
EXPERIÊNCIA
OS QUATRO ELEMENTOS DA NATUREZA (AR, FOGO, TERRA E
ÁGUA) NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Profª Taiane Marques dos Santos
Formada em Licenciatura Plena em Ciências Biológicas e Pedagogia pela
Universidade do Grande ABC - UniABC
Publico Alvo: Crianças de 2 a 3 anos
Objetivo
Desenvolver atividades sobre Os
Quatro Elementos da Natureza (Ar, Fogo, Terra, Água), onde a criança seja
autônoma para explorar, experimentar, criar, investigar os elementos da
natureza; que possa compartilhar, interagir e conviver com o outro e ainda se divertir
com as experiências propostas
Justificativa
É relevante, pois realizamos
propostas que envolveram as crianças, de forma prática, em atividades com o
meio ambiente, onde tiveram vivências que proporcionou inúmeras aprendizagens
como: experimentaram diversas sensações, foram estimulados a serem autônomos,
desenvolveram instinto investigativo, conviveram com o outro e com a natureza e
acima de tudo se divertiram.
As crianças, desde muito pequenas, já estabelecem
relações e têm opinião. Assim, quando estimuladas pela prática, que permite e
oportuniza a participação ativa no processo de construção do conhecimento, suas
possibilidades são ainda maiores.
Acredito que para a criança aprender a respeitar a
natureza é importante proporcionar momentos de convívio com o meio ambiente e
seus elementos.
Na educação infantil a criança aprende através da
exploração, neste sentido este projeto proporcionou inúmeras descobertas e
aprendizagens através de atitudes espontâneas com os ambientes preparados.
É através da observação e
interação com o ambiente e objetos que a cercam que as crianças são estimuladas
a pensar e a buscar soluções próprias para os problemas com os quais se
deparam. Assim sendo, a participação dos alunos em diversas atividades foi
feita de forma a criar um sentimento de interação com o ambiente.
Atividades desenvolvidas
Nossa primeira experiência foi um passeio pelos
espaços livre da escola para observar a terra, as plantas as folhas, em seguida
as crianças exploram uma porção de terra escura, colocaram a mão, cheiraram,
espalharam pela mesa.
Mãozinhas curiosas
Outra experiência com terra foi colocar água na
terra o que rendeu muitas possibilidades e explorar e criar.
Será que dá para desenhar?
Se plantarmos uma sementinha (feijão) “O que vai
acontecer?” As crianças plantaram, regaram e acompanharam o crescimento do
feijão
Penduramos nossas plantinhas em uma árvore –
Regando o feijão
Perguntas que direcionam atitudes: Está seco! O que
precisa para crescer? água
Vejam como cresceu nosso feijão!
Plantamos hortelã
As crianças não foram expectadoras, nem só
observadoras neste processo. Colocaram as mãos na terra afofaram, misturaram,
semearam, plantaram, regaram.
Observaram e fizeram experiências com fogo:
sopraram, com vela acesa pingaram parafina na água e queimaram giz de cera (uma
técnica diferente para desenhar).
A interação acender apagar proporcionou uma
variedade de aprendizagens (presença do ar)
Associaram a festas de aniversário.
ATENÇÃO: As crianças foram orientadas sobre o
perigo do fogo.
Água: Quantas possibilidades! A água já vem sendo
inseridas em várias atividades anteriores, veja mais algumas que foram
desenvolvidas.
Banho em brinquedos: Uma brincadeira que oportuniza
várias descobertas.
Foi uma diversão só! Observe esta foto. Olha a água
tendo outra função.
Aqui mais do que estar em contato com a água o
importante é ser autônomo, conviver, aprender com o outro, interagir com
objetos e pessoas e tantas outras oportunidades de descobertas e aprendizagens.
Banho de piscina
Sentir prazer é o que notamos nesta proposta com
água.
Bexigas de formatos diferentes cheias de água.
Bolinha de Sabão, onde envolveu água e ar.
Sopraram, sopraram até fazer sua própria bolha.
Bola de Sabão Gigante
As crianças têm verdadeira paixão
por bolinhas de sabão, ficam encantadas. É sempre muito importante, antes de
cada atividade explicar o que faremos e por que faremos aquela atividade.
Fizemos experiências com bexigas de vários formatos
e tamanhos para descobrir o ar.
Nas atividades, muitas vezes,
primeiro ouve a curiosidade e medo do novo depois, exploração e oportunidade
para criar, tudo deve ser guiado sem interromper descobertas, uma boa proposta
pode ser valorizar o envolvimento, estimular, afim de que todos participem e
façam perguntas, como:
E se colocar água na terra o que
acontece? Vira lama? E o que pode ser feito com a lama? Dá para desenhar?
É importante também, em algum
momento buscar interação com outro grupo – convidar outra sala para participar
da atividade.
Considerações
Finais
Com as experiências com os
elementos da natureza (Ar, Fogo, Água e Terra) observamos em nossas crianças o
despertar da curiosidade e o gosto pelas descobertas.
Durante as atividades muito além
de explorar as crianças conviveram com o outro e com a natureza, socializaram
objetos e experiências; desenvolveram o espírito investigativo; foram
estimulados a serem autônomos; criaram, descobriram e experimentaram inúmeras
possibilidades.
Este trabalho foi importante para
servir de modelo de atitude sustentável, e, acima de tudo, da relevância de um
ensino significativo para a criança, onde puderam conviver com experiências
repletas de intencionalidade para o desenvolvimento da demanda de necessidade nesta
idade. A ideia foi oferecer inúmeras possibilidades com diversas soluções, o
que levou cada criança direcionar de acordo com sua forma de ser.
Fizemos coisas inesperadas, pouco
comuns, o que foram uma grande oportunidade de aprender através de experiências.
Desta forma, as perspectivas
foram ampliadas e as crianças estão aptas a prosseguir e ampliar seus conhecimentos científicos.
OBRIGADA!
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